Espanha sem Lamine Yamal é só uma caricatura de seu estilo ‘tiki-taka’


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A ausência de Yamal deixa a Espanha no mesmo beco sem saída de 2022, quando o time de Luis Enrique batia recordes de posse de bola, passes e pintava o mapa de calor de vermelho na famosa “zona de três quartos”, mas não conseguiu finalizar uma única vez a gol contra Marrocos nas oitavas de final — acabou caindo nos pênaltis.

O modelo de jogo baseado em posse de bola, concebido por Johan Cruyff e aprimorado por Joan Vilà e Paco Seirul.lo no Barcelona, prevê o domínio das ações e a criação de apoios entre os jogadores. A ideia é ter a bola e levá-la até situações em que o rival falhe e abra espaços.

“O objetivo final não é trocar passes entre nós. O objetivo final é fazer os adversários correrem e se desorganizarem para encontrarmos o momento exato de atacar”, explicou-me Joan Vilà, em entrevista para a série “Fábrica de Talentos”, aqui no UOL.

O próprio Vilà não gosta do termo “tiki-taka” por isso: parece um sistema limitado à troca de passes, quando na verdade a ideia é transitar por esse momento do jogo para, sem dar a bola ao adversário, conseguir se impor.

Entre 2008 e 2012, a Espanha se impunha com passes rápidos que quebravam linhas — Xavi, Iniesta, Fàbregas, Xabi Alonso, David Silva e Busquets davam qualidade aos ataques pelo meio. Agora, quem precisa derrubar o muro defensivo são os pontas.

No duelo contra Cabo Verde, Lamine Yamal entrou aos 26min do segundo tempo. Nico Williams saiu do banco aos 42min da etapa final. Nenhum deles estava 100% fisicamente, mas Luís de la Fuente percebeu que eram a única saída.





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