Messimania vai ser tubo de oxigênio para Milei e seu governo
O governo de Milei foi tomado pelo escândalo, e a popularidade do presidente despencou — ficando abaixo de 40%. De acordo com pesquisa realizada pela empresa de consultoria Proyección, atualmente 65% dos argentinos afirmam que as políticas do governo Milei tiveram impacto negativo em sua economia familiar.
O presidente conseguiu reduzir de forma expressiva a inflação, embora a taxa mensal continue oscilando entre 2% e 3%. Mas sua política de déficit fiscal zero empobreceu a classe média argentina. Segundo a mesma pesquisa, no último mês mais de 20% dos entrevistados tiveram de pedir dinheiro emprestado para pagar as contas.
Um dado é preocupante: para 55,4% dos argentinos, o governo Milei não tem capacidade para resolver os problemas do país. Mais da metade dos argentinos não confia mais no presidente economista, que chegou prometendo voltar a fazer da Argentina um dos países mais ricos do mundo — como foi, de fato, na primeira metade do século 20.
Os gols de Messi são um tubo de oxigênio para um presidente que tem sua imagem e a de seu governo desgastada e que, apesar dos escândalos, não solta a mão de um funcionário que, tudo indica, escalou da classe média para a classe alta em apenas três anos.
Enquanto a maioria dos argentinos empobrece, Adorni se enriquece e continua ocupando um dos postos mais importantes dentro da Casa Rosada. Segundo uma fonte do governo, todos os ministros concordam sobre a necessidade de afastamento do chefe de gabinete. Mas o presidente não cede.
A Messimania, que já invadiu a Argentina, dará tempo a Milei e a seu problemático funcionário. No próximo mês, só se falará em futebol e na, talvez, última Copa do craque que semana que vem fará 39 anos.
Sobre o Autor

0 Comentários