EDUCAÇÃO

Tribunal do Júri retoma julgamento de acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri

O julgamento dos acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri recomeça em Cuiabá após dois meses da anulação do primeiro júri.

Tribunal do Júri retoma julgamento de acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri
Josi Dias / TJMT

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O Fórum de Cuiabá volta a ser palco, nesta terça-feira (29), do Tribunal do Júri que apura o assassinato do advogado Roberto Zampieri. O julgamento, que recomeça do zero, coloca novamente no banco dos réus Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa. O caso, que chocou a capital mato-grossense em 2023, retorna à pauta após a dissolução do Conselho de Sentença ocorrida há dois meses.

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Contexto e reinício do processo judicial

A sessão será presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Para garantir a continuidade do rito processual, o réu Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas foi recambiado de Brasília, onde cumpria prisão preventiva, para a capital de Mato Grosso. O procedimento de reinício total foi necessário devido ao mal-estar de um jurado durante a sessão anterior, em julho, o que obrigou o magistrado a dissolver o grupo e convocar um novo sorteio de sete integrantes para o Conselho de Sentença.

A acusação será conduzida pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva. Já a defesa dos três réus conta com uma equipe composta pelos advogados Neyman Augusto Monteiro, Paulo Fabrinny Medeiros, Nilton Ribeiro de Souza, Mithele Weber Delfino, Guilherme Curi e Pedro Luiz Machado Júnior. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso reforça que, neste novo formato, todas as testemunhas ouvidas anteriormente, incluindo delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, deverão prestar depoimento novamente perante os novos jurados.

Acusações e motivação do crime

O assassinato de Roberto Zampieri ocorreu em 5 de dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. A vítima, então com 56 anos, foi surpreendida por disparos de arma de fogo enquanto estava dentro de sua picape, uma Fiat Toro, nas proximidades de seu escritório. As investigações conduzidas pelas forças de segurança apontam para uma estrutura organizada por trás do crime.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a divisão de tarefas entre os réus foi detalhada da seguinte forma:

  • Antônio Gomes da Silva é apontado como o executor dos disparos.
  • Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria atuado como intermediário, gerenciando a logística e a entrega da arma.
  • Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas, coronel da reserva, é acusado de financiar a execução.

A motivação central do homicídio, conforme a peça acusatória, estaria ligada a uma disputa judicial envolvendo uma fazenda avaliada em cerca de R$ 200 milhões. É importante ressaltar que o casal Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, apontados como mandantes, não figuram como réus neste julgamento específico.

O Play Notícias News acompanha de perto o desenrolar deste caso e os desdobramentos jurídicos que impactam a sociedade mato-grossense. Continue conectado ao nosso portal para atualizações em tempo real sobre este e outros temas relevantes da atualidade, com o compromisso de levar informação apurada e de qualidade até você.

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