Contas públicas registram déficit de R$ 13,5 bilhões em agosto
Contas do Governo Central registram déficit de R$ 13,5 bilhões em agosto. Veja os detalhes sobre o desempenho fiscal e o acumulado do ano.
Comparativo histórico e dinâmica de receitas e despesas
Ao analisar a trajetória histórica, o déficit de agosto de 2026 apresenta uma melhora em comparação ao mesmo período de 2025, quando o saldo negativo atingiu R$ 15,6 bilhões. Ajustado pela inflação, o resultado do mês passado foi o melhor para o período desde 2021, ano em que o déficit foi de R$ 11,782 bilhões.
A dinâmica das contas foi influenciada por um aumento real nas receitas totais, que subiram 3,5% em comparação a agosto de 2025. No mesmo intervalo, as despesas do governo também registraram alta, crescendo 1,9% acima da inflação. A arrecadação com impostos e contribuições federais atingiu o montante de R$ 241,960 bilhões no período.
Abertura dos resultados por setor
O desempenho fiscal foi heterogêneo entre os órgãos que compõem o Governo Central. O Tesouro Nacional, somado ao Banco Central, apresentou um superávit primário de R$ 5,021 bilhões. Isoladamente, o Banco Central registrou um déficit de R$ 57 milhões.
Em contrapartida, a Previdência Social continua a pressionar o orçamento, com um déficit primário de R$ 18,606 bilhões em agosto. Esse desequilíbrio setorial é um dos pontos de atenção constante para a equipe econômica, dada a necessidade de conciliar o pagamento de benefícios previdenciários com as metas fiscais vigentes.
Acumulado do ano e desafios da meta fiscal
No acumulado do ano até agosto de 2026, o déficit primário soma R$ 94,869 bilhões. O cenário mostra uma pressão crescente sobre os gastos, com as despesas acumulando uma alta real de 5,7% no período, mesmo percentual de crescimento observado nas receitas totais. Nos últimos 12 meses, o déficit equivale a 0,53% do Produto Interno Bruto (PIB).
O governo trabalha sob a meta fiscal de 2026, que prevê um superávit de 0,25% do PIB, permitindo uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos. A manutenção desse equilíbrio é acompanhada de perto pelo mercado, que monitora a sustentabilidade da dívida pública e o impacto das despesas obrigatórias, que atualmente representam 17,34% do PIB, frente a 1,84% das despesas discricionárias.
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