Operação investiga BRB e PicPay por descontos de R$ 81,7 milhões na folha de servidores do DF | RepórterMT
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã de hoje (19), a Operação Juros Zero, que investiga um suposto esquema de descontos irregulares na folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. A apuração envolve operações que movimentaram R$ 81,7 milhões em descontos entre 2024 e 2025 e tem como alvos instituições como o Banco de Brasília (BRB), o banco digital PicPay e outros órgãos e empresas suspeitos de participação nas irregularidades. A informações são do site Metrópoles
A ação tem como alvo instituições financeiras, órgãos públicos e empresas suspeitas de envolvimento em operações relacionadas a empréstimos consignados e antecipação salarial. Entre os investigados estão o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços, a Secretaria de Economia do DF, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), o banco digital PicPay e associações ligadas ao caso.
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Ao todo, foram expedidos 50 mandados de busca e apreensão pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). As ordens judiciais são cumpridas no Distrito Federal, em Curitiba (PR) e em São Paulo, onde fica a sede do PicPay.
A investigação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Segundo o MPDFT, uma das linhas de investigação apura descontos realizados diretamente nos salários de servidores, aposentados e pensionistas por meio de operações envolvendo o PicPay. O banco digital passou a oferecer o serviço de antecipação salarial ao funcionalismo do DF após contrato firmado com a Secretaria de Economia, em 2024.
Após apontar possíveis irregularidades, o TCDF determinou a suspensão de novos descontos vinculados ao PicPay diretamente na folha de pagamento. A Corte levantou suspeitas sobre a cobrança de uma taxa aplicada nas operações de antecipação salarial.
Outra frente da operação investiga descontos destinados à Associação dos Servidores Públicos do DF (ASDF). Conforme o MPDFT, os valores movimentados pela entidade saltaram de cerca de R$ 3 mil, em 2023, para R$ 1,49 milhão, em 2025.
Os investigadores apuram se associações e empresas utilizavam códigos de serviços, como planos de saúde, para ocultar contratos de empréstimos com cobrança de juros. Também há suspeita de inclusão de descontos sem autorização dos servidores, com possível uso de senhas e tokens pessoais.
Empresas como CBBRAZIL, PEAK e VEMCARD também são investigadas por suposta participação no esquema. Segundo o MPDFT, os indícios reunidos até o momento apontam que as irregularidades identificadas podem representar apenas parte das fraudes investigadas.
Entre os alvos da operação estão atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas, incluindo Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso.
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