O Tribunal do Júri de Cuiabá encerrou, na noite desta terça-feira (29), o primeiro dia de depoimentos do julgamento que apura o assassinato do advogado Roberto Zampieri. O crime, que chocou a capital mato-grossense, ocorreu em dezembro de 2023, quando a vítima foi executada a tiros ao sair de seu escritório, localizado no bairro Bosque da Saúde.
Detalhes das investigações e provas apresentadas
Durante a sessão, o conselho de sentença ouviu delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, além de outras testemunhas chave que auxiliaram na elucidação do caso. Entre os depoentes, o delegado Nilson Farias, da Polícia Civil, revelou a apreensão de documentos no escritório do coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, em Belo Horizonte (MG). Segundo o relato, foram encontradas anotações que indicariam valores de até R$ 250 mil destinados à execução de autoridades.
A Polícia Federal também trouxe elementos contundentes ao processo. O delegado Marco Bontempo detalhou mensagens trocadas entre os acusados logo após o crime. Em uma das comunicações atribuídas a Hedilerson Fialho Martins Barbosa, enviada a Caçadini, constavam os dizeres: “Coronel, missão cumprida!” e “Iniciando plano de retirada”. Para a PF, não restam dúvidas sobre a participação direta dos três réus na trama criminosa.
Estrutura do julgamento e próximos passos
Este julgamento marca uma nova tentativa do Poder Judiciário em concluir o caso, após a dissolução do Conselho de Sentença em julho deste ano, quando um dos jurados passou mal durante a sessão. O processo é presidido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá. A acusação é conduzida pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martin, com o auxílio do advogado Giovani Santin.
A expectativa é que o julgamento seja retomado nesta quarta-feira (30), a partir das 9h, com o início dos interrogatórios dos réus. Serão ouvidos Antônio Gomes da Silva, apontado como o executor dos disparos; Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de intermediar o crime e fornecer a arma; e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como o articulador e financiador da ação.
Após a oitiva dos réus, o rito processual prevê a fase de debates entre a acusação e as defesas, culminando na votação dos quesitos pelos jurados para definir a sentença. O Ministério Público mantém a expectativa de condenação com penas que podem chegar a 30 anos de reclusão para os envolvidos. Para mais informações sobre o desfecho deste caso e outros desdobramentos jurídicos, continue acompanhando o Play Notícias News, seu portal de confiança para informações relevantes e atualizadas.
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