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Reta final das eleições: quase metade dos eleitores ainda não sabe como votar para o Senado

Pesquisa mostra que 45% dos eleitores ainda não sabem como votar para o Senado. Entenda as regras e a importância de se preparar para o pleito.

Reta final das eleições: quase metade dos eleitores ainda não sabe como votar para o Senado
Tânia Rêgo / Agência Brasil

A mecânica do voto para o Senado em 2026

Diferente de pleitos em que se escolhe apenas um representante, este ano a urna apresentará duas telas consecutivas para o cargo de senador. A regra é clara, mas exige atenção: o eleitor deve votar em dois candidatos diferentes. Caso o mesmo número seja digitado para as duas vagas, o segundo voto será automaticamente anulado pelo sistema.

A pesquisa da Quaest aponta que 55% dos entrevistados acertaram a regra ao afirmar que serão dois votos. No entanto, o grupo que erra ou não sabe como proceder é expressivo. Entre os entrevistados, 29% declararam não saber ou preferiram não responder, 10% acreditam que o voto é único e 6% supõem que seriam necessários três votos. A soma desses percentuais reforça a necessidade de orientação clara na reta final da campanha.

O desafio da visibilidade nas disputas eleitorais

O desconhecimento sobre a votação para o Senado reflete, em parte, a hierarquia de atenção que o eleitor dedica aos cargos em disputa. Ao serem questionados sobre quais cargos despertam maior interesse, 59% dos participantes colocaram a Presidência da República no topo da lista. O governo estadual aparece como a segunda prioridade para 39% dos ouvidos pelo instituto.

O Senado divide o protagonismo com a Câmara dos Deputados na terceira posição, com 24% de preferência cada. Essa menor visibilidade ajuda a explicar por que, mesmo sendo uma escolha fundamental para a composição do Legislativo federal, a regra de votação ainda não foi totalmente assimilada pela população. A complexidade aumenta considerando que, no total, o eleitor fará seis escolhas na urna: presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

Recomendações da Justiça Eleitoral

Diante desse cenário, a Justiça Eleitoral tem intensificado as ações de conscientização. A principal recomendação para evitar erros e agilizar o processo é o uso da chamada “colinha” — um papel impresso com os números dos candidatos escolhidos. Vale lembrar que o uso de celulares dentro da cabine de votação é estritamente proibido, visando garantir o sigilo do voto e a integridade do processo.

O levantamento da Quaest, que ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 27 de setembro, possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06520/2026. Para se manter informado sobre os desdobramentos desta reta final e garantir que seu voto seja computado corretamente, continue acompanhando o Play Notícias News, seu portal de confiança para uma cobertura jornalística completa e transparente.

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