O andamento do julgamento no Tribunal do Júri
O julgamento dos três acusados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri alcançou o final do seu segundo dia, na quarta-feira (30), ainda sem um veredito. A sessão foi encerrada antes que a fase de debates entre o Ministério Público e as defesas tivesse início, etapa considerada crucial e uma das mais extensas do rito processual no Tribunal do Júri.
A expectativa para a retomada dos trabalhos nesta quinta-feira (1º) é de intensas discussões. O Ministério Público e os advogados dos réus terão um tempo estimado de três horas para a exposição de suas teses, além da possibilidade de réplica e tréplica. Somente após essa fase o Conselho de Sentença, composto pelos jurados, se reunirá em sala secreta para responder aos quesitos que definirão a responsabilidade dos réus e, consequentemente, a sentença a ser proferida pelo juiz presidente.
Depoimentos e as diferentes versões dos réus
O processo, que teve início na terça-feira (29), foi marcado pelos interrogatórios de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Cada um apresentou uma narrativa distinta sobre o crime ocorrido em dezembro de 2023.
Antônio Gomes da Silva, apontado como o executor, confessou o crime. Em um depoimento que chocou os presentes, ele alegou ter agido por conta própria, motivado por uma suposta revolta contra a corrupção, e chegou a afirmar que mataria novamente se fosse necessário. Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa negou ter fornecido a arma utilizada no homicídio, sustentando que foi traído por Antônio, que teria se apropriado do objeto sem seu consentimento.
Por sua vez, o coronel aposentado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas negou qualquer envolvimento com o assassinato. Ele admitiu conhecer os outros dois réus por meio da Frente Ampla Patriótica (FAP), mas refutou a tese de que suas movimentações financeiras ou viagens a Mato Grosso tivessem relação com o planejamento da execução de Roberto Zampieri.
O contexto do crime e a tese da acusação
O advogado Roberto Zampieri foi executado com 10 tiros em 5 de dezembro de 2023, enquanto saía de seu escritório no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. A investigação e o Ministério Público sustentam que o crime foi uma execução planejada, com clara divisão de tarefas entre os envolvidos.
Segundo a acusação, o homicídio teria motivação ligada a uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural de alto valor, avaliada em dezenas de milhões de reais. A atuação profissional da vítima, que frequentemente lidava com conflitos fundiários complexos, teria contrariado interesses de pessoas ligadas ao grupo agora sentado no banco dos réus. Para conferir mais detalhes sobre o histórico do caso, acesse o portal RepórterMT.
O desfecho deste julgamento é aguardado com expectativa pela sociedade mato-grossense, dado o impacto do crime no meio jurídico e a repercussão das declarações dadas pelos réus durante as audiências. O Play Notícias News segue acompanhando todos os desdobramentos deste caso, mantendo o compromisso com a informação precisa, atualizada e contextualizada para nossos leitores.
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