A reta final da campanha eleitoral em Sinop, município localizado a 480 km de Cuiabá, foi marcada por um episódio de intolerância política. Entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro, materiais de divulgação do candidato a deputado estadual Adenilson Rocha (PSDB) foram alvos de vandalismo. Os chamados wind banners, peças que compõem a identidade visual da candidatura, foram encontrados incendiados e descartados indevidamente em bueiros da cidade.
Vandalismo atinge materiais de coligação
O ataque não se restringiu apenas aos itens de Adenilson Rocha. Materiais que exibiam a imagem do candidato em conjunto com o postulante ao governo, Otaviano Pivetta (Republicanos), também foram destruídos pelos autores do ato. Além disso, peças de propaganda do candidato a deputado federal Nilson Leitão (PP) foram danificadas, evidenciando uma ação direcionada contra o grupo político que atua na região.
Cenário eleitoral e repercussão
O incidente ocorre em um momento de alta visibilidade para o candidato tucano. Segundo levantamento espontâneo do Instituto Povo e Poder, realizado entre 22 e 27 de setembro com 400 eleitores, Adenilson Rocha lidera a preferência em Sinop, com 21% das citações. A pesquisa, registrada sob o número MT-07091/2026, possui margem de erro de 4,89 pontos percentuais.
Em âmbito estadual, o nome de Adenilson também ganha tração. Dados do Instituto Data Index, coletados entre 24 e 27 de setembro com 1.600 eleitores, colocam o candidato entre os 24 nomes mais lembrados para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O levantamento, registrado sob o número MT-09140/2026, reflete a capilaridade da campanha em diversas regiões do estado.
Posicionamento e medidas legais
Em nota, Adenilson Rocha minimizou o impacto do vandalismo sobre sua estratégia de campanha. “Podem queimar um wind banner, destruir uma placa, mas não vão apagar a vontade de milhares de pessoas que acreditam em um projeto para Sinop e para o Nortão”, afirmou o candidato. Ele reforçou que sua equipe mantém o foco em propostas e no diálogo direto com o eleitorado até o pleito, marcado para o próximo domingo (04).
A coordenação da campanha já acionou a Justiça Eleitoral, solicitando que a Polícia Federal conduza uma investigação rigorosa para identificar os responsáveis. De acordo com a legislação brasileira, disponível em tse.jus.br, a destruição de propaganda eleitoral é considerada crime. A prática pode resultar em detenção de até seis meses ou aplicação de multa que varia entre 90 e 120 dias-multa.
O Play Notícias News segue acompanhando o desdobramento das eleições e os impactos dos atos de vandalismo no processo democrático local. Continue conosco para se manter informado sobre os fatos mais relevantes da política mato-grossense com credibilidade e análise aprofundada.
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