Copa: partida entre Irã e Iraque em Seattle será o “Jogo do Orgulho”


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Os membros da comunidade LGBTQIPN+ de Seattle, nos Estado Unidos, definiram a partida entre Egito e Irã, que acontece neste sábado, dia 27, no estádio da cidade, como o “Jogo do Orgulho” da Copa do Mundo. Nos dois países, a homossexualidade é criminalizada. Os torcedores esperam que o ato possa ser uma oportunidade para mudar mentalidades.

Os moradores de Seattle se orgulham da reputação de cidade acolhedora. As bandeiras do orgulho estão sempre espalhadas por toda a cidade. E todos os anos acontece em junho a Semana do Orgulho, que é uma das maiores manifestações LGBTQIPN+ dos Estados Unidos.

Hedda Mclendon, membro do comitê organizador do “Jogo do Orgulho”, fala do significado da manifestação que será realizada hoje. 

“Aqui, independentemente de a Copa do Mundo estar acontecendo ou não, você veria luzes e bandeiras nas cores do arco-íris e celebrações nas ruas. Estamos simplesmente felizes por receber mais pessoas que gostam de futebol e, especialmente, por ser justamente o futebol um dos eventos mais capazes de unir pessoas no mundo.”

Antes do sorteio da Copa do Mundo, ainda em dezembro do ano passado, os organizadores do movimento já definiram que a partida de 27 de junho, a ser realizada na cidade, seria o “Jogo do Orgulho”. Então, o sorteio aconteceu e as duas seleções escaladas para a partida foram Egito e Irã, dando um significado especial para a manifestação. 

O estilista Ryan Webster diz que faz questão de participar da manifestação do Jogo do Orgulho. Ele acredita que é uma oportunidade de demonstrar solidariedade a pessoas de países onde a sexualidade delas é ilegal.

“Estou escolhendo acreditar que este é o nosso momento de permitir que membros da comunidade LGBTQIAPN+ vindos desses países tenham a oportunidade de se celebrar plenamente. Algo que talvez não pudessem fazer de outra forma. Acho que, perdendo apenas para a matemática, o futebol é a linguagem mais internacional que existe. E poder fazer isso durante o Mês do Orgulho é algo que pessoas do Irã e do Egito não poderão viver por muito tempo.”

A Federação Egípcia de Futebol pediu à Fifa que impeça qualquer atividade relacionada ao Orgulho, argumentando que tais eventos entravam em conflito com os valores culturais e religiosos do país de maioria muçulmana. A Federação do Irã, onde as relações entre pessoas do mesmo sexo podem acarretar a pena de morte, também apresentou uma objeção à Fifa.

Jon Cairns, gerente de uma casa noturna de Seattle, muito ligada à comunidade LGBTQIAPN+, diz que as tentativas dos governos dos dois países árabes de inibir as manifestações não terão o efeito desejado. 

“Eles não vão desligar a transmissão da Copa do Mundo na televisão estatal do Irã ou do Egito apenas para impedir que uma bandeira do orgulho apareça na torcida. A Copa é grande demais para que eles consigam combater isso dessa forma”.

*Com informações da agência Reuters de notícias.




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