ULTIMAS NOTICIAS

Guia do eleitor: o que é permitido e o que configura crime no dia da votação

Saiba o que pode e o que é proibido no dia da votação. Confira regras sobre documentos, uso de celular, boca de urna e prioridades no pleito.

Ver resumo
  • O dia da votação é um momento decisivo para a democracia brasileira, exigindo que o cidadão esteja atento não apenas aos seus…
  • Com a participação de milhões de eleitores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece diretrizes rigorosas para garantir que o pleito ocorra com…
  • Regras de conduta e o sigilo do voto A principal regra dentro da cabine de votação é a preservação absoluta do sigilo.
Guia do eleitor: o que é permitido e o que configura crime no dia da votação
Irregularidades como propaganda eleitoral no dia da eleição ou aliciamento de eleitores podem ser denunciadas via internet ao MP Eleitoral [Foto - Agência Brasil]

O dia da votação é um momento decisivo para a democracia brasileira, exigindo que o cidadão esteja atento não apenas aos seus candidatos, mas também às normas que regem o comportamento dentro e fora das seções eleitorais. Com a participação de milhões de eleitores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece diretrizes rigorosas para garantir que o pleito ocorra com segurança, sigilo e igualdade de condições para todos os envolvidos.

Regras de conduta e o sigilo do voto

A principal regra dentro da cabine de votação é a preservação absoluta do sigilo. Por isso, é terminantemente proibido portar aparelhos eletrônicos, como celulares, máquinas fotográficas ou equipamentos de radiocomunicação, mesmo que estejam desligados. O eleitor deve deixar esses dispositivos em um local indicado pelos mesários antes de se dirigir à urna. Caso haja recusa, o cidadão poderá ser impedido de votar, e as autoridades locais serão acionadas.

Continua depois da publicidade

Em contrapartida, o uso da “colinha” eleitoral é permitido e até incentivado pela Justiça Eleitoral. Levar o papel com os números dos candidatos anotados agiliza o processo e evita erros na digitação. Vale lembrar que a ordem de votação na urna eletrônica segue um padrão específico: deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e, por fim, presidente da República.

Manifestação política e limites da propaganda

A legislação eleitoral permite que o eleitor manifeste sua preferência política de forma individual e silenciosa. O uso de camisetas, broches, adesivos e bandeiras é autorizado, desde que não configure uma manifestação coletiva ou organizada. Aglomerações com roupas padronizadas ou o uso de instrumentos de propaganda que caracterizem um ato político conjunto são proibidos e podem ser enquadrados como irregularidades.

É fundamental distinguir a manifestação individual da prática de “boca de urna”. Abordar eleitores para pedir votos, distribuir material de campanha ou realizar carreatas e passeatas no dia do pleito são condutas que configuram crimes eleitorais. Tais ações podem resultar em detenção e multas severas, que chegam a R$ 15,9 mil. Além disso, a propaganda na internet sofre restrições: novos conteúdos não podem ser impulsionados nas 48 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores.

Acessibilidade e prioridades no dia da eleição

O sistema eleitoral brasileiro é projetado para ser inclusivo. As urnas eletrônicas possuem recursos de acessibilidade, como teclado em braille, identificação tátil na tecla 5 e sistema de áudio com fones de ouvido descartáveis. Para eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, é permitido o auxílio de um acompanhante de confiança na cabine de votação, independentemente de autorização prévia.

A fila de votação também segue uma ordem de prioridade legal. Idosos acima de 80 anos têm preferência absoluta. Na sequência, encontram-se pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e doadores de sangue regulares. Candidatos, juízes e servidores da Justiça Eleitoral em serviço também possuem prioridade, garantindo que o fluxo de trabalho nas seções não seja interrompido.

Documentação e transporte gratuito

Para votar, é obrigatória a apresentação de um documento oficial com foto. São aceitos RG, CNH, passaporte, carteira de trabalho ou certificado de reservista, mesmo que estejam vencidos. O e-Título, aplicativo oficial do TSE, também serve como identificação, desde que contenha a foto do eleitor. Certidões de nascimento ou casamento não são aceitas como documento de identidade.

Quanto ao deslocamento, o transporte de eleitores com finalidade política por partidos ou candidatos é crime. No entanto, o Poder Público tem a obrigação de garantir o transporte coletivo gratuito no dia da eleição, mantendo a frequência de dias úteis para assegurar que o direito ao voto seja exercido por todos os cidadãos, independentemente de sua localização ou condição socioeconômica.

O Play Notícias News segue acompanhando o calendário eleitoral e os desdobramentos do pleito em todo o país. Continue conosco para se manter informado com apuração de qualidade, análises contextuais e a cobertura completa dos fatos que impactam o Brasil.

Mais sobre este assunto