O primeiro turno das Eleições 2026 em Mato Grosso foi marcado por uma série de intervenções das forças de segurança para garantir a lisura do pleito. No último domingo (4), a Polícia Federal (PF) atuou em diversas frentes para coibir práticas ilícitas, como a compra de votos, a distribuição de propaganda irregular e episódios de tumulto em locais de votação.
Operações e fiscalização em municípios mato-grossenses
As ações de fiscalização da Polícia Federal abrangeram um território extenso, com foco em cidades estratégicas como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Confresa, Cáceres, Barra do Garças, Pontal do Araguaia e Juína. O trabalho resultou na apreensão de materiais de campanha, condução de suspeitos para esclarecimentos e a lavratura de termos circunstanciados de ocorrência.
Em Pontal do Araguaia, uma operação de busca e apreensão culminou na retenção de R$ 2,6 mil em espécie, além de santinhos e aparelhos celulares, reforçando as suspeitas de aliciamento de eleitores. Situações semelhantes foram monitoradas em Barra do Garças, onde a fiscalização intensificou o combate ao crime eleitoral.
Reforço de segurança e logística em áreas remotas
Para assegurar a tranquilidade do processo democrático, a Polícia Federal estabeleceu bases temporárias em Confresa e Juína. Em Confresa, a estrutura permaneceu ativa por dez dias, realizando rondas preventivas e articulando ações conjuntas com outras forças de segurança pública para o cumprimento de mandados judiciais relacionados a investigações de compra de votos.
A logística de segurança também alcançou áreas de difícil acesso. Policiais federais foram destacados para garantir a integridade da votação em 11 aldeias indígenas espalhadas pelo estado. Destas, seis localidades exigiram transporte aéreo para o deslocamento das equipes, evidenciando o esforço do órgão em cobrir todo o território mato-grossense.
Irregularidades e monitoramento de propaganda
Além dos crimes mais graves, o dia de votação registrou diversas infrações administrativas e eleitorais. Em Cuiabá e Cáceres, foram identificados casos de distribuição irregular de propaganda, prática proibida pela legislação eleitoral no dia do pleito. Em Confresa, a PF monitorou o envio de material de campanha por meio de aplicativos de mensagens, uma modalidade que tem sido alvo constante de vigilância das autoridades.
Em Rondonópolis, além de diligências ligadas a operações especiais, a polícia precisou intervir em um local de votação devido a um tumulto. Embora muitos dos episódios relatados tenham sido classificados como situações atípicas ou sem elementos suficientes para a caracterização imediata de crime, o monitoramento constante das autoridades foi essencial para evitar que desordens maiores comprometessem o andamento da votação.
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