INTERNACIONAL

Índice do medo despenca na bolsa brasileira após resultados do primeiro turno

O índice do medo na bolsa brasileira recuou 27,7% após o primeiro turno das eleições, refletindo o otimismo do mercado com a nova composição do Congresso.

Ver resumo
  • O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana sob um clima de alívio acentuado.
  • O chamado “índice do medo”, que mede a volatilidade implícita do Ibovespa, registrou uma queda expressiva de quase 10 pontos nesta segunda-feira…
  • O movimento reflete a reação imediata dos investidores aos resultados do primeiro turno das eleições gerais, concluído no domingo (4).
Índice do medo despenca na bolsa brasileira após resultados do primeiro turno
bolsa

O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana sob um clima de alívio acentuado. O chamado “índice do medo”, que mede a volatilidade implícita do Ibovespa, registrou uma queda expressiva de quase 10 pontos nesta segunda-feira (5). O movimento reflete a reação imediata dos investidores aos resultados do primeiro turno das eleições gerais, concluído no domingo (4).

O S&P/B3 Ibovespa VIX encerrou o pregão aos 23,68 pontos, o que representa um recuo de 27,7% em comparação aos 32,77 pontos registrados na sexta-feira (2). Vale lembrar que, na semana anterior, o indicador havia atingido o maior patamar de sua série histórica, iniciada em 2024, impulsionado pela incerteza sobre o cenário político nacional.

Continua depois da publicidade

Reação do mercado e composição do Congresso

A euforia observada nos ativos financeiros brasileiros tem raízes na configuração do novo Legislativo. Com a apuração das urnas, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, superando os 45,16% obtidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além da disputa presidencial, a expressiva vitória de parlamentares alinhados à direita no Congresso e em governos estaduais mudou a perspectiva dos agentes econômicos.

Segundo Silvio Cassione, diretor da Eurasia Group, em entrevista ao CNN Money, o otimismo não se restringe apenas à performance do candidato do PL. O analista destaca que a nova composição da Câmara dos Deputados, com o crescimento da bancada do PL, altera o xadrez político para os próximos anos. A leitura é de que, independentemente de quem vença o pleito, o ambiente legislativo será determinante para a agenda econômica.

Impactos na economia e expectativas fiscais

O resultado das urnas trouxe um efeito cascata positivo nos indicadores financeiros. O Ibovespa atingiu a máxima histórica ao superar a marca dos 200 mil pontos, enquanto o dólar chegou a operar abaixo de R$ 5 durante a sessão. A curva de juros futuros também apresentou queda firme, sinalizando uma redução na percepção de risco fiscal por parte dos investidores.

Para o mercado, a configuração de um Congresso mais conservador sugere que, em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, haveria maior facilidade para a aprovação de pautas econômicas liberais. Por outro lado, analistas ponderam que um eventual segundo mandato de Lula enfrentaria obstáculos significativos para implementar mudanças nas regras fiscais, dada a resistência esperada por parte dos parlamentares eleitos.

Entendendo o termômetro de risco

O VIX Brasil é um indicador técnico fundamental para a gestão de riscos. Calculado com base nas opções sobre o Ibovespa, ele projeta a volatilidade esperada para os próximos 30 dias. Quando o índice sobe, significa que os investidores estão pagando mais caro por proteções contra oscilações bruscas nos preços dos ativos. A queda recente, portanto, indica que o mercado se sente mais confortável com o cenário político desenhado após o primeiro turno.

O Play Notícias News segue acompanhando de perto os desdobramentos da corrida eleitoral e seus impactos diretos na economia brasileira. Continue conosco para análises aprofundadas, dados atualizados e o contexto necessário para entender como as decisões políticas moldam o seu patrimônio e o futuro do país.

Mais sobre este assunto