Avalone vê cenário indefinido e afirma que disputa nacional pode levar eleição em MT ao segundo turno


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JB News

Por Nayara Cristina

O deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) avalia que ainda é cedo para cravar se a eleição para o Governo de Mato Grosso, em 2026, será decidida no primeiro ou no segundo turno. Para o parlamentar, o cenário permanece indefinido e dependerá tanto da evolução das pré-candidaturas estaduais quanto dos reflexos da disputa presidencial sobre o eleitorado mato-grossense.

Durante entrevista, Avalone afirmou que a eleição nacional deverá ser novamente bastante polarizada e que esse ambiente tende a influenciar diretamente a sucessão estadual. Segundo ele, o crescimento da pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD), que representa o campo político alinhado ao governo federal, poderá modificar a dinâmica da disputa pelo Palácio Paiaguás, atualmente protagonizada pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pelo senador Jayme Campos (União Brasil) e pelo senador Wellington Fagundes (PL).  

Na avaliação do deputado, caso a candidatura de Natasha avance ao longo da campanha, haverá uma maior divisão do eleitorado, aumentando as chances de que nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos na primeira votação. Para ele, esse seria um dos principais fatores capazes de levar a disputa para um segundo turno.

Por outro lado, Avalone ponderou que Mato Grosso possui uma tradição eleitoral diferente da observada em outros estados. Segundo ele, historicamente, quando um candidato consegue abrir vantagem consistente durante a campanha, essa liderança costuma se ampliar até a eleição, favorecendo uma definição já no primeiro turno.

Para ilustrar esse comportamento, o parlamentar lembrou uma eleição passada em que um candidato que aparecia atrás nas pesquisas conseguiu crescer rapidamente durante a campanha e venceu ainda na primeira etapa do pleito. Segundo Avalone, esse histórico demonstra que o eleitor mato-grossense costuma concentrar votos quando identifica um nome como favorito.

O deputado também comentou a disputa interna dentro da base governista. Embora reconheça que o senador Jayme Campos possui legitimidade e densidade política para colocar seu nome à disposição da federação União Progressista, Avalone afirmou que o melhor caminho seria a construção de um consenso entre as lideranças que apoiam o atual governo.

Segundo ele, a definição da candidatura passará pelas instâncias estaduais e nacionais da federação partidária e poderá envolver negociações em Brasília, já que a decisão dependerá não apenas das lideranças locais, mas também das direções nacionais das legendas que compõem a aliança.

Na avaliação do tucano, uma base política unificada chega mais fortalecida ao processo eleitoral do que um grupo dividido por candidaturas concorrentes. Para Avalone, a união em torno de um único projeto aumentaria as chances de continuidade da atual administração estadual.

Ao defender esse entendimento, o deputado voltou a reforçar o posicionamento do PSDB em favor da pré-candidatura de Otaviano Pivetta. Segundo ele, o apoio da legenda não foi motivado apenas pelo desempenho recente do vice-governador nas pesquisas eleitorais, mas pela convicção de que Pivetta representa a continuidade de um modelo administrativo que, na visão do partido, garantiu equilíbrio das contas públicas, elevado volume de investimentos e avanços em áreas como infraestrutura, educação e saúde.

Avalone afirmou que o PSDB já defendia o nome de Pivetta mesmo quando o vice-governador aparecia em posições menos favoráveis nos levantamentos eleitorais. Para o parlamentar, o crescimento registrado nas pesquisas é consequência da maior exposição do pré-candidato e da forma como ele tem conduzido agendas públicas, priorizando o diálogo direto com a população e a busca de soluções para temas considerados sensíveis.

Como exemplo, o deputado relembrou episódios em que Pivetta participou pessoalmente de discussões na Assembleia Legislativa sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e sobre as demandas dos pescadores profissionais. Na avaliação de Avalone, essa postura de enfrentar os debates presencialmente e dialogar com os setores envolvidos contribuiu para aproximar o vice-governador da população e fortalecer sua imagem política.

Para o deputado tucano, a combinação entre a continuidade administrativa defendida pelo PSDB e o estilo pessoal de gestão adotado por Otaviano Pivetta ajuda a explicar o crescimento do pré-candidato no cenário eleitoral, embora ressalte que o desfecho da eleição de 2026 ainda dependerá da consolidação das candidaturas e da influência que a disputa nacional exercerá sobre o eleitorado de Mato Grosso.

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