Catalina Giraldo morre por eutanásia após disputa na Colômbia
Antes do procedimento, ela disse que se sentia em paz com a decisão. “Eu me sinto muito tranquila. Faz muitos anos que eu não sentia essa tranquilidade. Tira um peso imenso saber que seu sofrimento não vai se prolongar indefinidamente no tempo, mas que você pode parar, pode interromper, pode dizer que é suficiente”, afirmou ao Noticias Caracol.
Catalina contou que resistiu a voltar a pedir eutanásia. “Eu devo dizer que chegar a essa decisão não foi fácil. Eu me negava a solicitar novamente a eutanásia porque sentia que estava traindo essa luta, que não estava sendo fiel aos meus princípios. Não sinto que eu esteja desistindo; sinto que estou entregando um pouco agora a responsabilidade a outros”, completou.
Histórico de tratamento
BBC relatou que Catalina conviveu por cerca de dez anos com sofrimento intenso e passou por diversos tratamentos. Ela tinha diagnóstico de transtorno depressivo maior severo e persistente, transtorno de personalidade borderline e transtorno de ansiedade, além de ter passado por nove internações desde 2019 por crises agudas e por tentativas de suicídio.
O Laboratório de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais disse que a falta de ação do Estado pesou na decisão final. “É doloroso ver como a inação do Estado obrigou Catalina a recorrer à eutanásia, quando seu verdadeiro desejo era a Assistência Médica ao Suicídio para ser ela mesma quem administraria o medicamento. Um ato de cuidado e total autonomia que lhe foi negado”, afirmou a entidade em comunicado nas redes sociais.
O que ela defendia na Justiça
Disputa judicial buscava que o suicídio medicamente assistido fosse reconhecido como alternativa dentro do direito de morrer com dignidade. Ela afirmou que o debate também envolve saúde mental e a necessidade de oferecer um caminho acompanhado e seguro para pessoas em sofrimento intenso.
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