Aliados de Lula não querem revogação de prisão domiciliar de Bolsonaro

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gostaram da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de proibir o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, a visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em regime de prisão domiciliar humanitária.
Por outro lado, esperam que o ministro não revogue a prisão domiciliar do ex-presidente.
Na avaliação de petistas, os aliados do ex-presidente já estão explorando politicamente a decisão de proibição de visitas, mas teriam muito mais munição caso Alexandre de Moraes revogue a prisão domiciliar do ex-presidente.
Seria um “prato cheio” para a oposição usar durante a campanha, com o risco de agravamento do estado de saúde de Bolsonaro (leia mais abaixo).
Moraes suspende visitas de Flávio a Bolsonaro após publicação de carta nas redes
A expectativa no PT é que Alexandre de Moraes fique apenas com a medida adotada em relação ao senador do PL, porque foi ele quem infringiu a medida cautelar.
No caso de Bolsonaro, a torcida é para que seja feita no máximo uma advertência ao ex-presidente.
Ao proibir visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, depois de o filho divulgar carta do ex-presidente em defesa de sua candidatura, Alexandre de Moraes voltou a ser atacado pelos aliados do ex-presidente de perseguição política.
Reclamam que Lula, quando preso, divulgava cartas e dava entrevistas, traçando inclusive a estratégia da campanha de Fernando Haddad.
Juristas lembram, porém, que tecnicamente a decisão de Moraes é correta. Afinal, estava em vigor medida cautelar proibindo Bolsonaro de usar suas redes sociais ou a de terceiros.
Na época de Lula, o hoje presidente não estava com seu trânsito em julgado decretado. Já Bolsonaro está, com seus direitos políticos suspensos.
Por isso, não podia descumprir a medida cautelar que proibia o uso de suas redes sociais ou a de terceiros.
O pré-candidato do PL promete recorrer da decisão de Alexandre de Moraes, alegando que ela é inconstitucional e silencia o ex-presidente durante o processo eleitoral, o que não aconteceu com Lula quando estava preso em 2018.
Na época, ele participou, da prisão na PF, das estratégias da campanha de Fernando Haddad.
O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), fez uma aparição de cerca de 20 minutos no quintal da casa onde ele cumpria prisão domiciliar em 9 de setembro de 2025
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Source link
Sobre o Autor

0 Comentários