Irã anuncia morte de 7 militares em ataque dos EUA
Forças iranianas afirmaram que responderão à “agressão do exército terrorista dos EUA”. O governo americano, por sua vez, ainda não comentou especificamente a respeito desse bombardeio.
Militares americanos disseram ter iniciado uma nova onda de ataques às 6h (7h no horário de Brasília) de hoje. “Os ataques têm como objetivo enfraquecer ainda mais as capacidades militares que as forças iranianas têm utilizado para atacar navios comerciais no Estreito de Hormuz”, declarou o Comando Central dos EUA em uma publicação no X.
A guerra entre os dois países entrou nesta quarta-feira em uma nova fase de intensificação militar. Por um lado, ataques americanos em diferentes regiões do território iraniano; por outro, uma resposta de Teerã que atingiu bases e instalações ligadas aos Estados Unidos em vários países do Golfo.
Novas explosões foram registradas em Bouchehr, cidade portuária do sudoeste iraniano que abriga a única usina nuclear em funcionamento no país. De acordo com a agência estatal Irna, três pontos da cidade foram atingidos, sem registro de vítimas. A proximidade dos ataques com instalações nucleares aumenta as preocupações internacionais sobre uma possível expansão do conflito.
Em resposta, o Irã lançou a oitava fase da operação militar “Saeqeh”, direcionada contra interesses americanos na região. Autoridades iranianas afirmam ter atacado instalações ligadas à Quinta Frota dos Estados Unidos, sediada no Bahrein, além de posições militares no Kuwait e na Jordânia. As forças armadas jordanianas anunciaram ter interceptado três mísseis balísticos iranianos antes que atingissem a base aérea de Al-Azraq, utilizada pelas forças americanas.
A crise também se desloca para o campo econômico e energético. A Guarda Revolucionária iraniana voltou a afirmar que o Estreito de Hormuz permanecerá fechado enquanto continuarem as operações militares americanas. Cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo passa diariamente pela estreita passagem marítima que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, tornando a região um dos pontos mais sensíveis da economia global.
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