Operação mira esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas


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A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado fazem, nesta quarta-feira, a Operação Hawala contra um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 100 milhões do tráfico de drogas por meio de dezenas de empresas de fachada distribuídas em diferentes estados.

As investigações apontaram que a estrutura financeira prestava serviços ao Terceiro Comando Puro e ocultava recursos ligados ao Comando Vermelho e ao Primeiro Comando da Capital.

Os agentes identificaram, ainda, uma possível conexão financeira internacional com um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda.

As diligências ocorrem em endereços no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Foz do Iguaçu. Até o momento, oito criminosos foram presos. Ao todo, o Ministério Público denunciou 22 pessoas.

Estão sendo cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, além de medidas cautelares de bloqueio de ativos financeiros, indisponibilidade de bens e participações societárias.

Durante as diligências, os agentes encontraram um núcleo de empresários de origem libanesa apontado como responsável por ampliar a circulação interestadual e internacional dos recursos ilícitos.

Empresas registradas em São Paulo e Minas Gerais eram utilizadas para movimentar valores entre operadores financeiros, empresas de fachada e integrantes das organizações criminosas no Rio de Janeiro.

E, também, elementos que indicam a atuação de integrantes desse núcleo na região conhecida como Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), área que, segundo organismos nacionais e internacionais de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, é historicamente monitorada como um importante polo de operações financeiras e logísticas de grupos terroristas.




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