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A celebração do Halloween nos Estados Unidos, tradicionalmente marcada por grandes gastos e criatividade, atravessa uma transformação tecnológica significativa. De acordo com dados recentes da National Retail Federation (NRF), quase metade dos consumidores americanos — cerca de 47% — está incorporando ferramentas de inteligência artificial (IA) para planejar suas festividades e guiar suas decisões de compra neste ano.
O uso da tecnologia não se limita a uma curiosidade passageira, mas reflete uma mudança estrutural na jornada do consumidor. Conforme o levantamento, a aplicação da IA é diversificada: 34% dos usuários recorrem a algoritmos para realizar brainstorming e gerar ideias criativas para festas, enquanto 32% utilizam a inteligência artificial para obter recomendações personalizadas durante a pesquisa de produtos.
A tecnologia como aliada no planejamento festivo
Phil Rist, vice-presidente executivo de Estratégia da Prosper Insights & Analytics, destaca que a IA está se consolidando como um componente essencial no cotidiano do varejo. Para o especialista, o uso dessas ferramentas permite que os consumidores explorem opções de produção, definam temas de decoração e encontrem inspiração de maneira muito mais eficiente do que nos métodos tradicionais de busca.
Apesar da ascensão da tecnologia, o comportamento de compra mantém nuances tradicionais. Embora as pesquisas online continuem sendo uma fonte vital de inspiração, o índice caiu para 32%, o menor patamar na última década. Em contrapartida, as lojas físicas de varejo e estabelecimentos especializados em fantasias permanecem como pilares fundamentais, sendo a principal referência para 31% dos consumidores que buscam decorar seus lares.
Recorde de gastos e estratégia do consumidor
O mercado projeta que os gastos totais com o Halloween alcancem a marca de US$ 13,5 bilhões em 2026, superando o recorde anterior de US$ 13,1 bilhões registrado no ano passado. Este cenário de crescimento ocorre mesmo com uma postura cautelosa dos americanos, que buscam equilibrar a tradição com a necessidade de manter o orçamento sob controle.
Allison Zeller, vice-presidente de Insights da Indústria e do Consumidor da NRF, observa que os varejistas têm respondido a essa demanda por acessibilidade oferecendo uma gama variada de produtos. A estratégia permite que diferentes perfis de renda participem das celebrações sem comprometer a saúde financeira familiar. O gasto médio por pessoa está estimado em US$ 115,14, mantendo estabilidade em relação ao ciclo anterior.
Mudanças no comportamento e destinos de compra
A participação no feriado segue em patamares elevados, com 74% dos americanos planejando celebrar a data. Entre as atividades preferidas, a distribuição de doces lidera a lista com 61% de adesão, seguida pelo uso de fantasias, decoração de ambientes e o consumo de filmes de terror. O setor de guloseimas, sozinho, deve movimentar cerca de US$ 4,1 bilhões.
Quanto aos locais de preferência, as lojas de desconto continuam sendo o destino principal para 39% dos compradores. Contudo, há um movimento crescente de valorização do comércio local: 13% dos consumidores pretendem realizar suas compras em pequenas empresas, um salto expressivo frente aos 7% registrados em 2016. Esse dado reforça uma tendência de descentralização do consumo, onde o suporte ao empreendedor regional ganha força mesmo em datas de apelo comercial massivo.
O Play Notícias News segue acompanhando as transformações no comportamento de consumo global e os impactos da tecnologia na economia. Continue acessando nosso portal para se manter informado sobre as tendências que moldam o mercado e o cotidiano das famílias.
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