Deu saudades da Copa no Catar
Além das questões em campo, a Copa de 2026 foi abalada por uma desorganização geral que gerou forte rejeição de torcedores, imprensa e entidades. Preços exorbitantes de ingressos, com tíquetes para a final chegando a milhares de dólares via precificação dinâmica, investigações sobre revenda e acessibilidade limitada afastaram grande parte do público comum. Elitização!
A seleção do Irã teve que circular entre dois países, sendo prejudicada por isso e pelo regulamento, que permitiu a Argélia e Áustria empatarem e ambas avançarem, eliminando o selecionado persa. Um “jogo da vergonha” 2, lembrando o 1 a 0 dos alemães ocidentais sobre os austríacos que fez ambos avançarem, eliminando justamente os argelinos, em 1982.
Houve ainda problemas com vistos e políticas imigratórias nos Estados Unidos que impediram a entrada de torcedores, trabalhadores e até um árbitro, enquanto interferências políticas — como a pressão do presidente americano para reverter uma suspensão disciplinar de jogador — abalaram a credibilidade da competição. Um vexame.
Para os jornalistas a serviço em território americano, problemas não faltavam. Casos da péssima conexão à internet em certos estádios, filas imorais para passar pela vistoria com raios X (na final, desde as primeiras horas da manhã, ela fez pessoas ficarem horas de pé, esperando), falta de informação, entre outros problemas com os quais estavam habituados os que estiveram no país para a Copa do Mundo de Clubes, em 2025.
Questões logísticas, ambientais e a percepção de que a Fifa priorizou lucro e alinhamentos políticos sobre a integridade do futebol alimentaram um amplo debate sobre os rumos da maior competição do esporte. Fato é que a Copa do Mundo de 2022, no Catar, foi muito melhor em vários aspectos. Deu saudades.
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