A vida de Bernard d’Ormale, viúvo da lendária atriz francesa Brigitte Bardot, tomou um rumo inesperado após o falecimento da estrela, ocorrido em 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos. O homem, que compartilhou a vida com o ícone do cinema por mais de três décadas, revelou publicamente que não foi incluído no testamento da artista e que precisou deixar a icônica propriedade La Madrague, localizada em Saint-Tropez.
Decisão voluntária e arrependimento tardio
Em declarações ao jornal britânico Daily Mail, d’Ormale, de 85 anos, explicou que a ausência de seu nome no documento sucessório foi, inicialmente, uma escolha própria. Segundo ele, o objetivo era evitar que sua presença no testamento alimentasse especulações sobre um possível interesse financeiro na fortuna da atriz. No entanto, o cenário atual, marcado por dificuldades habitacionais, trouxe um profundo arrependimento sobre aquela decisão.
Atualmente, o viúvo reside em um apartamento de 29 metros quadrados voltado para idosos. Ele relata que, apesar da mudança forçada, mantém um vínculo emocional com a antiga residência. D’Ormale afirma que continua atravessando a baía regularmente para alimentar os gatos que ainda vivem em La Madrague, alegando que não há outra pessoa responsável por esse cuidado básico.
Disputa sobre o patrimônio e leilão de objetos
A tensão entre o viúvo e a Fondation Brigitte Bardot, entidade criada pela atriz para a causa animal, transcende a questão da moradia. D’Ormale manifestou forte oposição ao leilão de cerca de 300 objetos pessoais da artista, que incluem fotografias, pinturas e itens de vestuário. O viúvo alega não ter autorizado a venda e argumenta que a iniciativa prejudica a memória de Bardot, sinalizando que pretende levar o caso à Justiça.
A fundação, por sua vez, mantém uma postura rígida quanto à ocupação do imóvel. Representantes da entidade esclareceram que a propriedade de La Madrague foi doada à instituição pela própria atriz ainda em 1992. Segundo o porta-voz, o viúvo recebeu um prazo de seis meses para desocupar o local e obteve auxílio para encontrar sua atual residência, reforçando que a permanência de d’Ormale na mansão representaria riscos jurídicos para a organização.
Questões legais e o legado de Bardot
O conflito também toca em aspectos formais do relacionamento. D’Ormale aponta que a falta de um registro civil francês para o casamento — realizado no exterior — contribuiu para sua fragilidade jurídica no processo de sucessão. A fundação, contudo, contesta o status de cônjuge, tratando-o apenas como companheiro, o que, sob a ótica da entidade, não lhe confere direitos automáticos sobre o patrimônio imobiliário.
Brigitte Bardot, que se retirou das telas em 1973, dedicou as últimas décadas de sua vida à defesa dos animais, transformando sua fundação em uma das instituições mais respeitadas do setor na França. O destino da herança, agora dividida entre o filho da atriz, Nicolas-Jacques Charrier, e a fundação, permanece como o centro de uma disputa que coloca em lados opostos a memória afetiva de um companheiro e a estrutura legal de uma organização filantrópica. Para mais detalhes sobre este e outros desdobramentos internacionais, continue acompanhando o Play Notícias News, seu portal de confiança para informações relevantes e atualizadas.
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