Advogado deixa defesa de sargento suspeito de matar esposa capitã em MG
À polícia, os médicos relataram sinais de que a vítima tinha morrido de quatro a seis horas antes de ser levada ao hospital. Um vídeo obtido pela polícia mostra o sargento carregando o corpo da vítima no prédio em que eles moravam e levando até o carro que estava na garagem.
O sargento foi preso em flagrante pela “pluralidade de lesões no corpo da vítima”, segundo a Polícia Civil. Entre as lesões estavam um traumatismo craniano, ferimentos nas pernas, marcas compatíveis com chicotadas e uma “lesão muito contundente na face da vítima”.
O homem também alegou ter tido relação sexual consensual com prática de agressões físicas — que, segundo ele, era comum entre os dois. Em seu relato, ele disse que haviam participado, momentos antes, de uma confraternização com bebidas alcoólicas e ecstasy.
Ainda no hospital, sargento descartou uma cartela de 18 comprimidos de ecstasy na lixeira. O flagra foi feito por um tenente acionado para acompanhar a ocorrência, para quem o suspeito havia pedido permissão para ir ao banheiro.
Defesa do sargento diz que é imprescindível aguardar a conclusão das investigações e dos laudos periciais. Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno argumentou que se deve evitar “qualquer julgamento precipitado” e que todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes.
Em caso de violência, denuncie
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
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