‘Paixão maior que a perda’: a ginasta que teve perna amputada pela guerra


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A ucraniana Oleksandra Paskal dá giros e faz pivôs acompanhada de uma bola. A leveza na execução esconde que os movimentos de ginástica rítmica estão sendo realizados em meio às irregularidades da grama do Aterro do Flamengo, aquele que outrora foi cantado por Gilberto Gil — desta vez, não sob o sol, mas debaixo de uma fina garoa.

Todo obstáculo ali, porém, é ínfimo diante do que Sasha, como é carinhosamente chamada, já passou. As pessoas que faziam suas caminhadas e pedaladas matinais nem sequer sabiam, mas, a apresentação aos pés do Pão de Açúcar era feita por uma jovem sobrevivente de guerra.

Sasha tem 10 anos e um olhar pueril. O collant deixa expostas algumas cicatrizes e a prótese usada na perna esquerda, mas, principalmente, algo que não está visível: a coragem de quem teve de recomeçar.





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