INTERNACIONAL

Amazonas decreta emergência em 36 cidades após disparada de 271% nas queimadas

Amazonas decreta emergência em 36 cidades após aumento de 271% nas queimadas. Governo mobiliza brigadistas e aeronaves para conter o fogo.

Amazonas decreta emergência em 36 cidades após disparada de 271% nas queimadas

Vídeo indisponível. Abrir fonte

O estado do Amazonas enfrenta um cenário crítico de degradação ambiental e risco à saúde pública. Diante de uma escalada sem precedentes nas queimadas, o governo federal oficializou, neste sábado (10), o reconhecimento de situação de emergência em 36 municípios amazonenses. A medida busca destravar recursos e agilizar a mobilização de forças para conter o avanço das chamas que consomem áreas de floresta e vegetação nativa.

Continua depois da publicidade

Para enfrentar a crise, uma força-tarefa foi montada com o suporte de órgãos federais. A operação de combate conta com o apoio estratégico de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), com previsão de início das atividades nesta segunda-feira (12). Além do reforço aéreo, que inclui seis outras aeronaves, entre aviões Air Tractor e helicópteros, um contingente de 290 brigadistas federais atua diretamente nas frentes de fogo, tentando controlar os focos de calor que se espalham pelo território.

Explosão de focos de incêndio e monitoramento

Os números revelam a gravidade da situação. Nos primeiros dez dias de outubro, o Amazonas registrou um aumento de 271% no número de focos de incêndio em comparação ao mesmo período de 2023. Enquanto no ano passado foram contabilizadas 372 ocorrências, o intervalo atual saltou para 1.380 registros, conforme dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

O monitoramento aponta que a maior parte das queimadas, cerca de 1.186 casos, ocorre em áreas públicas, enquanto 93 foram identificadas em propriedades privadas. O restante das ocorrências, 101, situa-se em áreas sem definição fundiária clara. Do total de focos identificados, 174 estão diretamente relacionados a práticas de desmatamento, evidenciando a pressão humana sobre o bioma. Até este domingo (11), o sistema contabilizava 1.521 incêndios ativos desde o início do mês.

Impacto direto na qualidade do ar

A fumaça resultante dos incêndios tem transformado a rotina dos moradores, especialmente na região metropolitana de Manaus. Neste domingo (11), diversas cidades registraram índices de qualidade do ar classificados como “péssimos”. Segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a concentração de poluentes superou a marca de 125 µg/m³, nível que impõe riscos severos à saúde respiratória da população.

Diante desse cenário, o governo federal emitiu alertas orientando a população sobre como mitigar os efeitos da inalação de fumaça. As recomendações incluem o uso de máscaras, a manutenção de portas e janelas fechadas durante os picos de poluição e a suspensão de atividades físicas ao ar livre. Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e gestantes, foram orientados a evitar qualquer exposição prolongada ao ambiente externo. O poder público reforça, ainda, que a prevenção é fundamental, desencorajando práticas como a queima de lixo, o uso de fogo para limpeza de pastagens e a soltura de balões.

O Play Notícias News segue acompanhando o desdobramento das operações de combate às chamas e os impactos socioambientais dessa crise no Amazonas. Continue conectado ao nosso portal para atualizações em tempo real, análises aprofundadas e um jornalismo comprometido com a transparência e a relevância dos fatos que afetam o país.

Mais sobre este assunto