A força das águas no Parque Nacional do Iguaçu voltou a impor limites à visitação turística. Na manhã desta segunda-feira, 12, a vazão do Rio Iguaçu atingiu a marca impressionante de 11,8 milhões de litros por segundo, consolidando o maior volume registrado ao longo deste ano. O fenômeno, que atrai olhares pela imponência, representa quase oito vezes a média histórica do local, que é de 1,5 milhão de litros por segundo.
Diante do cenário, a administração do parque e a concessionária Urbia+Cataratas optaram pela interdição preventiva da passarela que conduz os visitantes às proximidades das quedas d’água. A medida de segurança foi iniciada ainda no domingo, às 8h, quando o fluxo de água alcançou 8,8 milhões de litros por segundo, nível que já superava em seis vezes a média habitual.
Segurança e monitoramento no Parque Nacional do Iguaçu
Além da passarela principal, o aumento do nível do rio resultou no fechamento temporário das trilhas das Bananeiras e do Poço Preto. A decisão visa prevenir riscos de alagamentos e garantir a integridade física dos turistas que frequentam a unidade de conservação. Equipes técnicas do ICMBio e da concessionária seguem em monitoramento constante das condições hidrológicas.
Apesar das restrições pontuais, o parque permanece operando. A trilha das Cataratas e os mirantes estratégicos continuam acessíveis, permitindo que o público ainda contemple a magnitude do espetáculo natural, ainda que a uma distância maior das quedas. Segundo a administração do parque, a reabertura dos acessos interditados depende exclusivamente da estabilização do volume de água em patamares seguros.
Histórico recente de cheias
O episódio atual reforça uma tendência de instabilidade climática observada nos últimos meses na região. O Parque Nacional do Iguaçu tem enfrentado interrupções frequentes devido à alta pluviosidade. Em setembro, uma situação semelhante obrigou o fechamento dos acessos por quatro dias, quando a vazão superou a marca de 10 milhões de litros por segundo.
Meses antes, em julho, a passarela também precisou ser isolada após o volume de água ultrapassar os 9 milhões de litros por segundo. Esses eventos recorrentes destacam a dinâmica viva do ecossistema das Cataratas, que responde prontamente ao regime de chuvas na bacia do Rio Iguaçu. A gestão do parque mantém o compromisso de priorizar a segurança dos visitantes enquanto preserva a experiência de contemplação em uma das Sete Maravilhas da Natureza.
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