O nível do rio Paraná, que marca a fronteira natural entre o Brasil e o Paraguai, registrou uma elevação acentuada nas últimas horas, gerando preocupação nas autoridades locais. Na altura da Ponte da Amizade, o curso d’água atingiu a marca de 115,39 metros nesta segunda-feira (12), um salto expressivo em relação aos 110,50 metros registrados no dia anterior.
Diante da rápida subida das águas, a Itaipu Binacional emitiu um comunicado oficial alertando para o risco iminente de impactos em estruturas e residências localizadas no lado brasileiro da usina. A situação, que já demandava atenção especial no território paraguaio, agora exige prontidão das equipes de segurança e assistência social em solo brasileiro.
Monitoramento hidrológico e causas da cheia
A elevação do nível do rio é reflexo direto das intensas precipitações registradas nas últimas 24 horas nas bacias hidrográficas dos rios Paraná e Iguaçu. Segundo a Divisão de Estudos Hidrológicos da Superintendência de Operação da Itaipu, os modelos de previsão foram atualizados para refletir o aumento significativo das vazões.
A estatal, controlada pela ENBPar no Brasil e pela Ande no Paraguai, explicou que o volume de água que chega aos reservatórios está acima da média, o que força a gestão técnica a monitorar constantemente os níveis para mitigar danos às comunidades ribeirinhas. A complexidade da operação reside na necessidade de equilibrar a geração de energia com a segurança das populações que habitam as áreas de várzea.
Assistência às famílias e resposta emergencial
Enquanto o alerta é emitido para o lado brasileiro, a operação de socorro no Paraguai segue em ritmo acelerado. A Assessoria de Responsabilidade Social da Itaipu, contando com o apoio das Forças Armadas, da Marinha Nacional, além de voluntários e moradores, tem prestado assistência integral às famílias atingidas.
O foco atual é a remoção segura de moradores e de seus pertences, especialmente na área baixa do bairro San Rafael. A expectativa das equipes é que, com a intensificação dos trabalhos nos próximos dias, o número de famílias retiradas de áreas de risco continue a crescer, superando a marca de 60 famílias que já haviam sido realocadas até o último domingo (11).
Coordenação entre Defesas Civis
A gestão da crise envolve uma articulação multissetorial. As Defesas Civis municipal e estadual já foram notificadas pela Itaipu sobre o cenário hidrológico atual. A colaboração entre esses órgãos é fundamental para garantir que, caso a elevação do rio Paraná continue, os protocolos de evacuação e abrigo sejam acionados com a agilidade necessária para proteger a vida dos cidadãos.
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