MATO GROSSO

Nunes Marques determina nova suspensão do canal Exército do Lula no Whatsapp

Nunes Marques suspende canal Exército do Lula no WhatsApp por falta de registro no TSE. Decisão acirra disputa interna e regras de campanha.

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  • O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta terça-feira (13) a suspensão do canal "Exército do Lula"…
  • A decisão reverte um entendimento anterior do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado o funcionamento do espaço…
  • Com a nova medida, o canal deve permanecer fora do ar até que sua situação cadastral seja devidamente regularizada perante a Justiça…
Nunes Marques determina nova suspensão do canal Exército do Lula no Whatsapp
Luiz Roberto / TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta terça-feira (13) a suspensão do canal “Exército do Lula” na plataforma WhatsApp. A decisão reverte um entendimento anterior do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado o funcionamento do espaço de comunicação. Com a nova medida, o canal deve permanecer fora do ar até que sua situação cadastral seja devidamente regularizada perante a Justiça Eleitoral.

Conflito de competências e regularização eleitoral

A decisão de Nunes Marques aponta que o canal vinha sendo utilizado para propaganda eleitoral sem que o devido endereço tivesse sido comunicado oficialmente ao TSE. O ministro argumentou que a irregularidade no registro constitui um fundamento autônomo para impedir o uso eleitoral da ferramenta, independentemente de uma análise aprofundada sobre a ilicitude de conteúdos específicos. Além disso, o presidente da Corte criticou a atuação do corregedor, afirmando que Cueva extrapolou seus limites ao revisar um ato administrativo da Presidência do tribunal.

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Com o novo despacho, a retomada das atividades do canal foi condicionada ao cumprimento integral das exigências legais. Após a regularização e a comprovação nos autos, a Presidência do TSE deverá notificar a Meta para que o envio de atualizações e o ingresso de novos seguidores sejam liberados, respeitando um intervalo de 48 horas após o registro formal. O ministro também determinou que a empresa realize um acompanhamento proativo de canais de grande alcance indicados pelas campanhas, visando evitar a disseminação de conteúdos idênticos aos que já foram alvo de ordens de retirada.

Repercussão política e tensões no TSE

A decisão gerou reações imediatas nos bastidores políticos. O presidente do PT, Edinho Silva, classificou a medida como “censura”, defendendo que o canal é um instrumento legítimo de mobilização da militância. Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro, que solicitou a suspensão, sustenta que o canal “Tropa do Flávio” opera em conformidade com as normas eleitorais e possui o devido registro no tribunal. O embate entre as duas frentes digitais tem colocado o TSE no centro de uma crise interna, com ministros divergindo sobre a condução dos procedimentos administrativos e o papel da Corregedoria frente à Presidência.

Contexto de desinformação e monitoramento

O cenário de tensão é agravado por uma série de disputas judiciais envolvendo o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens. Recentemente, o ministro Marco Aurélio Belizze determinou que Flávio Bolsonaro removesse publicações com conteúdo considerado descontextualizado sobre manifestações políticas. A Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE segue monitorando o fluxo de informações, embora reconheça a dificuldade de auditar integralmente todos os conteúdos que circulam em ambientes privados ou de alta rotatividade.

O presidente do TSE busca agora pacificar o tribunal e encerrar a “guerra de liminares” que se formou nas últimas semanas. Uma reunião entre representantes das campanhas envolvidas estava prevista para a tarde desta terça-feira, com o objetivo de estabelecer um acordo sobre as regras de conduta digital para a reta final do pleito. A expectativa é que o tribunal consiga manter a estabilidade institucional, evitando que as disputas internas sobreponham-se ao objetivo principal de garantir a lisura do processo eleitoral.

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