Marcas de ultraprocessados travam leis de saúde, acusa OMS


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O diretor-geral da OMS afirmou que as ações judiciais geram um prejuízo bilionário em gastos de saúde e custos legais. “Quando o dano e o lucro estão atrelados ao mesmo produto, surge um padrão familiar de interferência da indústria: semear dúvidas e obstruir a regulamentação”, declarou Tedros Adhanom.

A maior parte dos processos judiciais resolvidos terminou com vitória dos governos, mas causou atrasos severos. As empresas perderam três quartos das ações, mas os processos atrasaram as medidas de saúde por uma média de 2,5 anos cada, acumulando quase 600 anos de batalhas judiciais no mundo.

Apenas oito multinacionais respondem por quase 40% das ações judiciais em que foi possível identificar o autor do processo. Entre as gigantes do setor de ultraprocessados envolvidas estão Coca-Cola, PepsiCo, Mondelez, Kellogg’s, Danone, Ferrero, Xignux e Heartland Food Products Group, além de associações comerciais.

Batalha global contra a obesidade

A crise de obesidade afeta quase 1 bilhão de pessoas no mundo e as dietas ruins são os principais motores de doenças graves. Segundo dados da OMS de 2024, uma em cada sete pessoas no planeta convive com a obesidade, o que eleva os índices de infarto, diabetes tipo 2 e câncer.

Os países de média e alta renda concentram a maior parte das leis de combate aos alimentos ultraprocessados. Tedros lamentou que as nações mais pobres fiquem desprotegidas devido à falta de recursos para enfrentar os longos processos judiciais movidos pelas corporações.





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