Mensagens reveladas recentemente trazem à tona os bastidores de tratativas comerciais entre o cantor Gusttavo Lima e o empresário Daniel Vorcaro. O conteúdo das conversas, divulgado pelo portal Poder360, expõe a frustração do artista diante da demora na concretização de um projeto envolvendo o Will Bank, chegando a afirmar que estava “no sufoco” com o andamento das negociações.
Bastidores da negociação e o papel de Fábio Faria
O histórico das tratativas remonta a julho de 2024, contando com a intermediação do ex-ministro Fábio Faria. Segundo o relato contido nas mensagens, o cantor teria chegado ao ponto de cancelar seu contrato com a casa de apostas VaideBet para priorizar a parceria bancária. Em 13 de janeiro de 2025, o sertanejo escreveu diretamente a Vorcaro: “Até meu contrato com a VaideBet cancelei”.
A resposta do empresário, por sua vez, justificava o atraso pela necessidade de concluir uma complexa operação societária. O clima de incerteza perdurou por meses, com o cantor manifestando, em setembro de 2024, preocupação com o impacto da indefinição sobre sua agenda de shows e, em novembro do mesmo ano, chegando a propor o encerramento das tratativas.
Desfecho e liquidação do Will Bank
O desenrolar da história tomou um rumo definitivo em março de 2025, quando Gusttavo Lima comunicou ter estruturado sua própria instituição financeira. Meses depois, em 21 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank. A autoridade monetária justificou a medida apontando insolvência, comprometimento da saúde financeira da instituição e ligações diretas com o Banco Master, que também enfrentava processo de liquidação.
Documentos do regulador indicam que a situação tornou-se insustentável após a instituição descumprir obrigações de pagamento com a Mastercard em 19 de janeiro de 2026, o que resultou no bloqueio operacional da financeira. A assessoria do cantor reiterou que as conversas com Vorcaro foram estritamente comerciais e que nenhum contrato chegou a ser assinado entre as partes.
Contexto sobre a relação com a VaideBet
A menção à VaideBet nas mensagens resgata um período de intensa exposição pública do cantor. Em setembro de 2024, Gusttavo Lima utilizou suas redes sociais para negar a condição de sócio da empresa, reforçando que sua atuação limitava-se a garoto-propaganda e prestação de serviços de publicidade.
Conforme reportagem da Agência Estado, o artista esclareceu que seu contrato previa uma participação de 25% em uma eventual venda da marca, o que, segundo ele, não configurava propriedade. O acordo de uso de imagem havia sido firmado originalmente em 2022, com validade de dois anos, enquanto a cláusula referente à venda da empresa foi adicionada em julho de 2024.
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