MATO GROSSO

Vereadores de Cuiabá questionam manifestação pró-Lula ocorrida em São Paulo

Vereadores de Cuiabá criticam ato pró-Lula na Avenida Paulista e comparam evento com os ataques de 8 de janeiro em sessão na Câmara Municipal.

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  • A sessão da Câmara Municipal de Cuiabá desta terça-feira (13) foi marcada por duras críticas de parlamentares da oposição a um ato…
  • Os vereadores Dilemário Alencar (União Brasil) e Samantha Iris (PL) utilizaram a tribuna para questionar a conduta dos manifestantes que apoiam o…
  • O parlamentar, que apoia a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), contrastou o evento com as manifestações organizadas por grupos de direita,…
Vereadores de Cuiabá questionam manifestação pró-Lula ocorrida em São Paulo
Reprodução / rdnews.com.br

A sessão da Câmara Municipal de Cuiabá desta terça-feira (13) foi marcada por duras críticas de parlamentares da oposição a um ato político realizado no último domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. Os vereadores Dilemário Alencar (União Brasil) e Samantha Iris (PL) utilizaram a tribuna para questionar a conduta dos manifestantes que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida eleitoral.

Acusações de vandalismo e embate político

Durante seu discurso, Dilemário Alencar classificou a mobilização como um evento desordenado, alegando que houve episódios de vandalismo e uso de substâncias ilícitas durante o ato. O parlamentar, que apoia a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), contrastou o evento com as manifestações organizadas por grupos de direita, afirmando que estas seriam, em sua visão, mais organizadas e pacíficas.

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O vereador enfatizou sua oposição ao atual governo federal, declarando que o movimento petista representaria uma forma de desordem pública. As falas de Alencar refletem a polarização política que domina o cenário nacional, com reflexos diretos nas discussões travadas no legislativo municipal mato-grossense.

Comparação com os atos de 8 de janeiro

A vereadora Samantha Iris, que é esposa do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reforçou as críticas do colega de partido. Em sua fala, ela estabeleceu uma comparação direta entre a manifestação em São Paulo e os eventos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, em Brasília, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.

A parlamentar questionou a ausência de uma resposta policial enérgica, similar à que foi aplicada aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após os ataques à democracia. “Eu senti falta só de uma coisa. Dos ônibus do Exército para colocar o povo dentro e levar para a cadeia, igual fizeram no 8 de janeiro. Não vi isso na Paulista”, afirmou a vereadora durante a sessão.

A fala de Samantha Iris ignora, contudo, a distinção jurídica entre manifestações políticas em espaços públicos e a invasão de prédios públicos federais, que resultou em inquéritos no Supremo Tribunal Federal. O debate na Casa de Leis cuiabana evidencia como o clima de tensão nacional continua a pautar as agendas locais, mobilizando a base política em torno de narrativas sobre a legitimidade de protestos e a atuação das forças de segurança.

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