Condenação de Buzzi é dada como certa por ministros do STJ
A condenação administrativa do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi, acusado de assédio sexual por duas mulheres, é considerada certa por ministros colegas dele na Corte.
Segundo apurou a CNN, votos favoráveis a Buzzi devem ser exceção no julgamento.
Dos 33 ministros que compõem o STJ, apenas 28 devem participar da votação. Estão impedidos de votar o próprio Marco Buzzi; o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell; a ministra Isabel Gallotti, que se declarou impedida por ter parentesco com Buzzi.
O ministro Og Fernandes não participa por estar afastado da sessão por motivos de saúde. Além disso, uma das cadeiras da Corte está vaga em razão da aposentadoria de um ministro, que ainda não foi substituído. O resultado será definido por maioria absoluta dos votos.
A sessão teve início por volta das 9h15 desta quinta-feira (6). Pela manhã, estão previstas as sustentações orais do Ministério Público e da defesa. A maior parte da votação e o eventual resultado do julgamento devem ocorrer à tarde.
O ministro Marco Buzzi foi ao tribunal e acompanha a sessão presencialmente, ao lado de seus advogados.
Embora interlocutores ouvidos pela CNN considerem essa hipótese improvável, há a possibilidade de pedido de vista (mais tempo para análise), o que suspenderia o julgamento por prazo indeterminado.
Buzzi está afastado das funções desde fevereiro. O PAD (Processo Administrativo Disciplinar) foi instaurado em abril, após uma sindicância interna aberta para apurar as denúncias.
A primeira acusação envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do ministro. Segundo a denúncia, o episódio ocorreu em janeiro, durante um banho de mar na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC).
A segunda denúncia foi apresentada por uma ex-colaboradora terceirizada do gabinete do ministro. Ela afirma ter sofrido toques sem consentimento e comentários de teor sexual entre 2023 e 2025.
A defesa de Marco Buzzi nega todas as acusações. Sobre o caso na praia, os advogados afirmam que depoimentos, imagens de câmeras de segurança, laudos médicos e perícias no local demonstram que a importunação sexual não ocorreu.
Em relação a denúncia da ex-colaboradora, os advogados argumentam que a rotina de trabalho do gabinete, a circulação constante de pessoas e a disposição física da sala não seriam compatíveis com os episódios narrados.
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