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Polícia Federal aponta Márcio Canella como articulador de organização criminosa no Rio

Deputado eleito Márcio Canella é preso pela PF sob acusação de ser articulador de organização criminosa que movimentou R$ 7,6 bilhões no Rio.

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  • O cenário político do Rio de Janeiro foi abalado pela prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), detido na manhã…
  • A ação faz parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal, que investiga uma complexa rede de…
  • Segundo os investigadores, o parlamentar não era apenas um espectador, mas atuava como patrono político e peça-chave no alto escalão de uma…
Polícia Federal aponta Márcio Canella como articulador de organização criminosa no Rio

O cenário político do Rio de Janeiro foi abalado pela prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), detido na manhã desta quinta-feira (15). A ação faz parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal, que investiga uma complexa rede de lavagem de dinheiro operada por meio de postos de combustíveis na região metropolitana fluminense. Segundo os investigadores, o parlamentar não era apenas um espectador, mas atuava como patrono político e peça-chave no alto escalão de uma organização criminosa.

A magnitude da investigação impressiona: o esquema sob análise teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos. Além de Canella, a operação resultou na prisão de outros nomes influentes, incluindo o delegado Marcus Amim, agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro e o secretário municipal de Ordem Pública de Belford Roxo, Christiano Gaspar Fernandes, evidenciando uma possível infiltração do grupo em diferentes esferas do poder público.

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Articulação política e proteção institucional

A Polícia Federal sustenta que Márcio Canella funcionava como o elo vital entre o núcleo econômico da organização criminosa e as estruturas do Estado. O deputado eleito é acusado de utilizar sua influência política para garantir que cargos estratégicos na administração pública fossem ocupados por aliados alinhados aos interesses do grupo. Essa estratégia visava, fundamentalmente, assegurar proteção institucional contra eventuais fiscalizações e investigações.

Um dos pontos centrais da apuração envolve a indicação de Marcus Vinicius Amim Fernandes para a presidência do Detran e, posteriormente, para a Secretaria de Polícia Civil. Segundo a PF, Canella teria articulado, inclusive, mudanças legislativas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para viabilizar essa nomeação, demonstrando o alcance de sua influência sobre o aparato estatal.

Movimentações financeiras e sinais de riqueza

A quebra de sigilo bancário revelou um fluxo financeiro incompatível com as atividades declaradas. Entre maio de 2025 e abril de 2026, Canella movimentou cerca de R$ 2,5 milhões em créditos, sendo que R$ 1,4 milhão teve origem não esclarecida na empresa Brumar Empreendimentos e Participações Ltda. Além disso, anotações manuscritas apreendidas pelos agentes detalham repasses sistemáticos em espécie, sem qualquer lastro contratual, que superam a marca de R$ 139 mil.

Para os delegados responsáveis, o estilo de vida do político é um indicativo claro da lavagem de capitais. A apreensão de uma vasta coleção de relógios de luxo, veículos de alto padrão e motocicletas de grife corrobora a hipótese de que recursos ilícitos eram convertidos em bens de valor para dissimular o patrimônio obtido ilegalmente. A investigação aponta que esses valores eram frequentemente destinados ao custeio de despesas pessoais do núcleo político envolvido.

Antecedentes e repercussão jurídica

Esta não é a primeira vez que o nome de Márcio Canella aparece no radar das autoridades. Em julho, durante a sexta fase da mesma operação, o político foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, após um fuzil ser encontrado em seu veículo. Na ocasião, ele alegou que o armamento pertencia ao policial militar responsável por sua segurança. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou sua soltura três dias depois, impondo medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de porte de arma.

O impacto político da operação foi imediato. Após ser alvo da PF, Canella desistiu de sua candidatura ao Senado, tornando-se o segundo aliado do senador Flávio Bolsonaro a abandonar a disputa eleitoral sob o peso de investigações federais. O caso segue em desdobramento, e a defesa dos citados ainda não se manifestou publicamente sobre as novas acusações.

O Play Notícias News segue acompanhando o desenrolar deste caso e os próximos passos da investigação da Polícia Federal. Mantenha-se informado com a nossa cobertura completa, que preza pela transparência, pela apuração rigorosa e pelo compromisso com a verdade dos fatos que impactam a política nacional. Continue acompanhando nosso portal para atualizações em tempo real.

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