O senador Carlos Fávaro (PSD) utilizou suas redes sociais para manifestar apoio e comemorar a aprovação, pelo Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala de trabalho 6×1. A votação, realizada na noite desta quarta-feira (14), marca um momento decisivo para a legislação trabalhista brasileira, ao reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem a redução dos vencimentos dos trabalhadores.
Impacto social e o posicionamento do parlamentar
Em um vídeo gravado diretamente do plenário, Fávaro destacou o valor simbólico da medida para a classe trabalhadora. O parlamentar, que possui um histórico de atuação ligado ao setor produtivo e ao governo federal, enfatizou que a votação representa um marco de dignidade para quem busca o sustento através do trabalho. “Só por esse dia já valeu muito a pena ser senador por Mato Grosso para votar o fim da escala 6 por 1”, declarou o parlamentar.
A aprovação da matéria no Senado ocorreu com ampla maioria, registrando 75 votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A bancada de Mato Grosso, composta por Fávaro, Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL), alinhou-se de forma unânime em favor da proposta, refletindo um consenso político raro em temas de grande impacto econômico.
Contexto político e transição de mandato
A celebração de Fávaro ocorre em um período de transição em sua trajetória política. O senador, que já ocupou o cargo de ministro da Agricultura e Pecuária na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está em reta final de mandato. Após não conseguir a reeleição nas últimas eleições em Mato Grosso, onde obteve 411.020 votos e terminou na quarta colocação, o parlamentar deixará o Senado Federal em 2028.
Apesar da derrota nas urnas, o senador tem buscado pautas de forte apelo social para marcar o encerramento de sua atuação legislativa. A aprovação da PEC, que agora segue para promulgação pelo Congresso Nacional por não ter sofrido alterações em relação ao texto da Câmara dos Deputados, é vista como um dos pontos altos de sua gestão recente.
Cronograma de implementação da nova jornada
O texto aprovado prevê uma transição gradual para que empresas e trabalhadores se adaptem às novas regras. A partir de 60 dias após a promulgação, a jornada máxima será reduzida para 42 horas semanais, com a garantia das duplas folgas. O teto definitivo de 40 horas semanais será atingido em uma etapa posterior, consolidando a mudança na rotina laboral brasileira.
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