Meninas de 14 anos relatam estupro coletivo dentro de sala de aula em PE
O caso foi confirmado pela Polícia Civil de Pernambuco, que investiga a denúncia. De acordo com Luanny, a mãe de uma das meninas procurou a polícia depois de descobrir o que teria acontecido com a filha. A segunda vítima, encorajada pelo relato da colega, decidiu também denunciar e afirmou ter sofrido o mesmo crime semanas antes.
As duas registraram juntas um boletim de ocorrência na 14ª Delegacia da Mulher, localizada em Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho. Elas foram encaminhadas ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passaram por exames sexológicos.
Uma das meninas teria buscado apoio da escola. Segundo a advogada, a diretora da instituição prometeu oferecer suporte imediatamente, mas não teria procurado a família da vítima. “Isso causa muita revolta em nós”, diz. Ainda segundo ela, a polícia deverá investigar se houve omissão por parte da escola.
O caso só teria sido descoberto pelas famílias dias depois. Uma das vítimas teve uma crise de ansiedade na escola e pediu que a mãe fosse até o local. Ao chegar, ainda de acordo com a advogada, a mãe foi informada sobre a violência que a filha teria sofrido.
As famílias das duas adolescentes pediram a transferência delas para outras escolas. Por enquanto, as meninas estão afastadas das aulas, aguardando a transferência, e recebem acompanhamento do Conselho Tutelar. Apesar disso, a advogada afirma que elas ainda convivem com medo por causa das ameaças que teriam sido feitas pelos suspeitos.
A advogada também ressalta que, por serem menores de idade, os suspeitos, caso sejam responsabilizados, estarão sujeitos às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “A nossa prioridade agora, acima de tudo, é garantir a proteção e o suporte psicológico para essas meninas”, pontua.
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