'Desacreditar o sistema de votação é desconvidar o eleitor a comparecer às urnas', diz presidente do TSE




Fachada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Luiz Roberto/TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (9) que a justiça eleitoral segue trabalhando para demostrar a transparência e a segurança do sistema de votação brasileiro de urnas eletrônicas.
A informação foi dada durante a Corrida Pela Democracia, no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. O evento encerrou a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.
“Desacreditar o sistema de votação é desconvidar o eleitor a comparecer às urnas”, declarou o presidente do TSE, Nunes Marques.
Questionado como TSE vai atuar contra desinformação a respeito do sistema eletrônico de votação, o ministro afirmou que o papel do tribunal não é tratar individualmente dos problemas.
“Mas sempre voltar as ações do TSE para fortalecer segurança cibernética, nosso sistema de votação e tentar levar essa informação a toda sociedade brasileira”, acrescentou.
Deepfake e inteligência artificial
▶️Sobre “deepfake” e “inteligência artificial” nas eleições, ou seja, uso dessas tecnologias para se passar falsamente por um candidato nas redes sociais, Nunes Marques afirmou que está dialogando com as plataformas de internet.
“Todas elas [plataformas] concordaram com nosso plano. Já está assinado e colocaram ferramentas à disposição para minimizar esse tipo de incidente, esse tipo de desinformação”, disse o presidente do TSE.
Conselho consultivo
O ministro lembrou, ainda, que o tribunal criou nesta semana um conselho consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026, órgão que terá a missão de assessorar a Presidência da Corte em ações voltadas à proteção da legitimidade e da normalidade do processo eleitoral.
O conselho terá caráter consultivo e multidisciplinar e reunirá especialistas de áreas consideradas estratégicas para o enfrentamento dos desafios contemporâneos que podem afetar a normalidade das Eleições Gerais de 2026.
Entre os profissionais buscados, estão representantes de tecnologia e inteligência artificial; segurança pública e criminalidade organizada; comunicação social, administração pública e orçamento; saúde pública e proteção do eleitor; direito eleitoral e constitucional; relações internacionais, academia, sociedade civil e promoção de direitos fundamentais.



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