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Algodão recua em Nova York pressionado por projeção de safra recorde no Brasil

Preços do algodão caem em NY com estimativa de safra maior no Brasil e expectativa por dados de exportação dos EUA. Confira a análise.

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  • O mercado internacional de commodities agrícolas registrou um movimento de retração para as fibras naturais nesta quinta-feira.
  • Os contratos futuros do algodão negociados na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) encerraram o pregão em baixa, refletindo um…
  • O recuo nos preços foi impulsionado, principalmente, pelas projeções otimistas para a produção brasileira e pelo clima de expectativa que antecede a…
Algodão recua em Nova York pressionado por projeção de safra recorde no Brasil
Posts de agro.mt

O mercado internacional de commodities agrícolas registrou um movimento de retração para as fibras naturais nesta quinta-feira. Os contratos futuros do algodão negociados na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) encerraram o pregão em baixa, refletindo um cenário de cautela entre os investidores e a entrada de novos dados fundamentais vindos do Hemisfério Sul. O recuo nos preços foi impulsionado, principalmente, pelas projeções otimistas para a produção brasileira e pelo clima de expectativa que antecede a divulgação de dados cruciais sobre a demanda norte-americana.

Brasil projeta crescimento na produção de pluma para o ciclo 2026/27

Um dos principais fatores que pesaram sobre as cotações em Nova York foi o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2026/27, divulgado hoje. Segundo o órgão oficial, a produção brasileira de algodão em pluma deve atingir a marca de 4,157 milhões de toneladas. O volume representa um avanço em relação às 4,145 milhões de toneladas registradas na temporada anterior (2025/26).

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Embora o crescimento projetado seja considerado de pequena escala, ele sinaliza a resiliência do setor produtivo nacional, que continua a expandir suas fronteiras. O relatório detalha que a área plantada com a cultura deve chegar a 2,093 milhões de hectares, o que significa um aumento de 3,7% na comparação com o ciclo passado. Esse incremento na área compensa a leve redução na produtividade média, que está estimada em 1.986 quilos de pluma por hectare, contra os 2.054 quilos colhidos anteriormente.

Expectativa por dados do USDA mantém investidores em alerta

Além do cenário produtivo brasileiro, o mercado operou sob a sombra da ansiedade pelos números das exportações semanais dos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve publicar seu relatório detalhado nesta sexta-feira, dia 16, às 9h30 (horário de Brasília). Esses dados são fundamentais para que os operadores compreendam o ritmo da demanda global, especialmente por parte de grandes compradores asiáticos.

No ambiente das negociações, o sentimento de “esperar para ver” dominou as mesas de operação. Quando o mercado antecipa dados de exportação, qualquer sinal de enfraquecimento nas vendas externas norte-americanas pode gerar pressões negativas adicionais sobre os preços. Por outro lado, o Brasil, consolidado como um dos maiores exportadores globais, exerce uma influência direta na formação de preços em Nova York, já que sua oferta robusta compete diretamente com a fibra produzida nos EUA.

Movimentação dos contratos e o impacto no mercado têxtil

O fechamento do pregão desta quinta-feira consolidou perdas moderadas nos principais vencimentos. Os contratos com entrega prevista para dezembro de 2026 encerraram o dia cotados a 80,06 centavos de dólar por libra-peso, o que representa uma queda de 0,7% (ou 0,60 centavo). Já os contratos para março de 2027 fecharam a 83,42 centavos de dólar, registrando uma desvalorização idêntica de 0,7%.

Essa oscilação nos preços internacionais tem reflexos diretos em toda a cadeia produtiva, desde o produtor rural no Mato Grosso ou na Bahia até a indústria têxtil. Preços mais baixos na bolsa podem significar margens mais apertadas para os agricultores, mas também podem oferecer um alívio momentâneo nos custos de matéria-prima para os fabricantes de tecidos e vestuário. No entanto, a volatilidade cambial e os custos logísticos continuam sendo variáveis que o setor monitora de perto.

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