Homem supostamente ligado a sequestro e decapitação de empresário escapa de atentado em hotel em MT
Um homem identificado apenas pelas iniciais H.F. escapou ileso de uma tentativa de homicídio na noite desta terça-feira (11), no bairro Novo Mundo, em Várzea Grande (MT). Criminosos chegaram em um sedã preto e abriram fogo contra ele na entrada de um hotel. Apesar dos vários disparos, nenhum tiro atingiu H.F.
Conforme o boletim de ocorrência, o ataque aconteceu por volta das 18h30, quando H.F. estava no estabelecimento e se preparava para se hospedar. Cerca de quatro pessoas ocupavam o veículo utilizado pelos criminosos.
Pelo menos três suspeitos desceram do carro e efetuaram diversos disparos na direção da vítima. Os tiros atingiram a área de entrada do hotel e causaram danos materiais. Na sequência, o grupo entrou novamente no sedã e fugiu.

Durante o atendimento da ocorrência, informações que circulavam em grupos de WhatsApp chamaram a atenção da Polícia Militar. Mensagens compartilhadas continham fotografias de H.F. e informações sobre sua rotina e deslocamentos.
Entre os conteúdos, havia acusações de que ele supostamente estaria envolvido em crimes contra pessoas ligadas ao meio criminoso, incluindo invasões de residências e roubos nos quais os autores teriam se apresentado como policiais.
A PM, porém, deixou registrado que essas alegações partiram de denúncias anônimas e de conteúdos compartilhados por aplicativos e não estavam confirmadas pela polícia.
Nome também surgiu em informações sobre homem sequestrado e morto
Ainda entre as informações recebidas pela PM, H.F. aparecia como supostamente relacionado ao caso de Wellington Eduardo da Costa, sequestrado após criminosos invadirem uma residência e posteriormente encontrado morto e decapitado.
A eventual relação entre H.F. e o crime também não foi confirmada pelas autoridades. Questionado pelos policiais, ele negou qualquer participação no sequestro, tortura ou morte de Wellington e também negou envolvimento nos demais crimes atribuídos a ele nas mensagens.
Diante da gravidade do ataque, o oficial de dia da área do 4º Batalhão da Polícia Militar acompanhou o atendimento.

Celular apreendido e DHPP investiga
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), assumiu as investigações. Durante os trabalhos, investigadores apreenderam um celular Samsung preto pertencente a H.F. para auxiliar nas diligências.
As equipes também recolheram um estojo de munição calibre 9 mm deflagrado e um projétil danificado para os procedimentos periciais.
O sistema de monitoramento do hotel estava parcialmente inoperante e, até a elaboração do boletim, os policiais ainda não tinham conseguido imagens consideradas satisfatórias para esclarecer toda a dinâmica do atentado.
Agora, a Polícia Civil trabalha para identificar os criminosos, descobrir a motivação do ataque, localizar outras câmeras de segurança da região e apurar as informações que surgiram durante a ocorrência.
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