Fonseca: “Feliz com a forma como mantive o foco no tiebreak”
Cincinnati (EUA) – Depois de vencer a estreia no Masters 1000 de Cincinnati, João Fonseca falou sobre a vitória deste domingo e destacou o aspecto mental da partida contra o holandês Botic van de Zandschulp. O carioca de 19 anos e número 1 do Brasil citou, principalmente, o tiebreak do segundo set, em que o adversário vivia momento de recuperação no jogo.
“Ainda tenho que melhorar bastante. Acho que ainda lutei muito comigo mesmo quando sofri a quebra no segundo set, mas fico feliz com a forma como eu mantive o foco no tiebreak”, disse Fonseca, após a vitória por 6/4 e 7/6 (7-2) em 1h47 de partida.
“O primeiro set foi muito duro e consegui uma quebra no final. No segundo eu comecei muito bem, intenso e focado. Ele jogou um bom game me quebrou, mas me mantive positivo. Sabia que se eu jogasse os dois primeiros pontos com muita intensidade, eu teria uma grande chance”, acrescentou.
Fonseca conseguiu sua segunda vitória em três jogos contra Botic, atual 59º do ranking e que havia eliminado Daniil Medvedev em Montréal na última semana. “É um jogador muito experiente, que pode ganhar de qualquer um, e está vindo de boas semanas. É um adversário difícil para a primeira rodada”.
“Ele joga mais atrás, mas com muito contra-ataque, tem uma bola rápida. Ele coloca muita pressão no meu saque, mas eu me senti muito bem na quadra. Então é difícil comandar os pontos jogando contra ele. Então, fico feliz com a minha atitude”, avaliou o atual 26º do ranking.
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Vindo de uma campanha até as oitavas no Canadá, Fonseca falou à ESPN sobre sua adaptação às condições de Cincinnati. “A quadra estava muito rápida, mas quando você tenta um saque-quique a bola acaba pulando demais. Então é difícil, ainda mais contra um jogador que usa muitas cruzadas de direita, com muito spin. A bola acaba fugindo muito e o saque também. Mas se está assim para mim, também está para o adversário. Eu consegui me adaptar muito bem”.
O próximo adversário de Fonseca será o australiano Christopher O’Connell, apenas 129º do ranking e vindo do quali, que liderava a partida contra o norueguês Casper Ruud por 7/5 e 1/2 quando o atual 17º do ranking se retirou por lesão nas costas. “Feliz de enfrentar um jogador diferente, acho legal. Uma pena para o Ruud, que é um cara excepcional e muito trabalhador. Desejo tudo de melhor para ele. Mas o O’Connell está acostumado com o calor tanto quanto eu”.
O carioca de 19 anos marca sua 18ª vitória em Masters 1000 na carreira, em 29 jogos disputados. E na temporada, venceu 10 partidas e perdeu seis neste nível. Ele já iguala a marca de Gustavo Kuerten, que venceu dez jogos de Masters em 2003. “Eu me sinto mais experiente, toda rodada em Masters 1000 é difícil. Todo mundo joga em altissimo nível de tênis e fico feliz de estar fazendo história. Eu não sou muito apegado a isso, mas é um número legal e quero seguir em frente”.
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