Egito busca equilíbrio estratégico na guerra entre EUA e Irã
Segundo o ministro egípcio do Petróleo, Karim Badawi, o país conseguiu reduzir atrasos no pagamento a parceiros de petróleo e gás dos cerca de 6,1 bilhões de dólares (R$ 30,5 bilhões) em junho de 2024 para zero em junho de 2026.
Ainda assim, a recuperação econômica após anos de crise tem sido impulsionada principalmente por investimentos do Golfo, segundo o relatório.
Arábia Saudita e Kuwait depositaram, respectivamente, 5,3 bilhões de dólares (R$ 26,5 bilhões) e 4 bilhões de dólares (R$ 20 bilhões) no banco central egípcio. Os Emirados Árabes Unidos investiram 35 bilhões de dólares (R$ 175 bilhões) em um grande projeto imobiliário, e o Catar se comprometeu a investir 29,7 bilhões de dólares (R$ 148,5 bilhões) em outro negócio de grande escala.
Também o Banco Mundial, a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) contribuíram para a estabilização econômica do país.
Agora, porém, o cenário volta a se deteriorar, alerta o International Crisis Group. Além da queda na receita do Canal de Suez, o turismo diminuiu e os preços de energia e alimentos aumentaram.
Ao mesmo tempo, os países do Golfo enfrentam perdas econômicas significativas e custos elevados para reconstrução, reposição de armamentos e ampliação de suas defesas, destacou Kaldas. “A disponibilidade de apoio financeiro, mesmo que desejassem oferecê-lo, pode estar sob pressão, especialmente porque o Egito terá de competir com necessidades de reconstrução no Líbano, Síria e Gaza”, afirmou.
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