Quem é Luciano Testa, policial civil aposentado acusado de espancar idoso dentro de elevador em Cuiabá


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JB News

Da Redação

O vídeo que mostra um idoso sendo agredido dentro do elevador de um condomínio em Cuiabá transformou um caso de vizinhança em um dos assuntos mais comentados desta sexta-feira. No centro da polêmica está o policial civil aposentado Luciano Testa, de 56 anos, apontado como autor das agressões registradas pelas câmeras de segurança do Condomínio Ilha dos Açores, no bairro Cidade Alta.

Apesar de muitos moradores terem conhecido o nome do investigador apenas após a divulgação das imagens, Luciano Testa possui uma longa trajetória dentro da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Durante anos, atuou em unidades de investigação da Capital e do interior, chegando a ocupar funções de chefia operacional em delegacias especializadas. Entre as funções exercidas ao longo da carreira, esteve a de chefe de operações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), além de participação em diversas investigações criminais de repercussão no Estado.

Atualmente aposentado, Testa não integra mais o quadro de servidores em atividade da Polícia Civil. Ainda assim, o fato de ter dedicado décadas à carreira policial tornou o episódio ainda mais sensível e repercutiu fortemente entre moradores do condomínio, colegas de profissão e nas redes sociais.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, um morador de 62 anos, relatou ter sido atacada com socos no rosto e nas costelas dentro do elevador. As imagens mostram o momento em que a discussão evolui para agressão física. O idoso afirma que, mesmo após cair no chão e tentar deixar o elevador, continuou sendo alvo de chutes na região do tórax.

A situação ficou ainda mais grave porque a esposa da vítima, de 59 anos, também registrou ocorrência. Ela afirma que tentou interromper as agressões, mas acabou sendo segurada pelos braços, pressionada contra o espelho do elevador e atingida fisicamente durante a confusão. A mulher ainda denunciou ter sofrido importunação sexual no decorrer do episódio.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a denúncia de injúria com suposto conteúdo homofóbico. Conforme os relatos registrados na ocorrência, o policial aposentado teria utilizado expressões ofensivas contra o casal durante o desentendimento. A acusação também passou a integrar a investigação.

Informações que surgiram após a divulgação do vídeo apontam que a relação entre os envolvidos já era marcada por desentendimentos anteriores dentro do condomínio. Relatos indicam que os atritos teriam começado ainda no ano passado e se intensificado nos últimos meses, gerando um ambiente de tensão entre os moradores.

A repercussão do caso aumentou porque as imagens mostram um homem que passou boa parte da vida profissional atuando na área de segurança pública sendo acusado justamente de praticar atos de violência contra um idoso. O contraste entre a trajetória construída na Polícia Civil e as acusações agora investigadas acabou ampliando a indignação de moradores e internautas.

Especialistas ouvidos por moradores do condomínio destacam que, caso as agressões sejam comprovadas, o policial aposentado poderá responder criminalmente pelos atos praticados, independentemente de sua antiga função pública. Dependendo da conclusão da investigação, os fatos poderão ser enquadrados em crimes como lesão corporal, injúria e importunação sexual.

O caso está sendo apurado pela Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa, que deverá ouvir testemunhas, analisar integralmente as gravações das câmeras de segurança e reunir os laudos médicos das vítimas para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.

Enquanto a investigação avança, o vídeo continua circulando nas redes sociais e transformou uma discussão entre moradores em um dos casos de maior repercussão dos últimos dias em Cuiabá. O episódio reacende debates sobre violência contra idosos, convivência em condomínios e os limites do comportamento de agentes públicos, mesmo após a aposentadoria.

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