O cenário da segurança pública em Mato Grosso ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (22), quando o governo estadual encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei inédito para declarar facções criminosas como organizações terroristas. A proposta, encabeçada pelo governador Otaviano Pivetta, estabelece uma postura de tolerância zero contra a atuação desses grupos no estado, exigindo novas ferramentas jurídicas e operacionais para o combate ao crime organizado.
Tolerância zero e novos protocolos de segurança
De acordo com o texto enviado ao Legislativo, a medida mira inicialmente duas facções específicas, mantendo a possibilidade de inclusão de outras quadrilhas conforme o mapeamento das autoridades policiais. A estratégia jurídica busca endurecer as penas e criar bases legais mais sólidas para desarticular a estrutura financeira e logística dessas organizações.
Com a eventual aprovação da lei, as forças de segurança estaduais poderão operar sob protocolos específicos adaptados ao enfrentamento de ameaças classificadas como terrorismo. O planejamento envolve o uso de inteligência policial avançada e ações coordenadas para sufocar a atuação criminosa dentro do território mato-grossense.
Articulação interestadual e cooperação internacional
O avanço do projeto também aposta na integração com agências federais, órgãos internacionais e administrações de outros estados. Como o crime organizado opera além das fronteiras estaduais e nacionais, o governo estadual reforça a necessidade de uma frente comum para conter a circulação de armas, drogas e capitais ilícitos.
Essa movimentação ocorre na mesma linha de cobranças anteriores feitas pelo governador por uma política nacional unificada. Para saber mais sobre os desdobramentos desta e de outras pautas regionais, acesse a cobertura completa do Repórter MT.
Cobrança por maior presença federal nas fronteiras
A discussão sobre o enquadramento legal ganha força em meio aos debates sobre a vulnerabilidade das divisas brasileiras. Pivetta tem enfatizado publicamente a urgência de uma participação mais efetiva da União na proteção da fronteira com a Bolívia, argumentando que o estado absorve um impacto desproporcional na repressão ao tráfico transnacional.
Para que o projeto entre em vigor, o texto ainda precisa passar pelas comissões e ser votado pelos deputados estaduais na Assembleia Legislativa, antes de retornar para a sanção governamental.
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