MATO GROSSO

Relatório aponta falhas em helicóptero que caiu com cantor Rick

Relatório preliminar aponta falhas elétricas em helicóptero que caiu com o cantor Rick e outras quatro pessoas em Santa Catarina.

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  • Um documento preliminar divulgado sobre a queda da aeronave que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, e outras quatro pessoas…
  • O acidente, ocorrido no dia 21 de setembro, motivou uma apuração detalhada conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos…
  • A investigação prossegue para esclarecer todos os fatores que contribuíram para o desfecho trágico, mantendo o compromisso com a apuração rigorosa dos…
Relatório aponta falhas em helicóptero que caiu com cantor Rick
Divulgação / FAB

Um documento preliminar divulgado sobre a queda da aeronave que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, e outras quatro pessoas em Urubici, na Serra de Santa Catarina, trouxe novos elementos para a investigação. O acidente, ocorrido no dia 21 de setembro, motivou uma apuração detalhada conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que identificou relatos de falhas elétricas recorrentes e condições meteorológicas adversas na região.

O relatório oficial aponta que o veículo aéreo apresentava intermitências nos geradores responsáveis pela distribuição de energia. A investigação prossegue para esclarecer todos os fatores que contribuíram para o desfecho trágico, mantendo o compromisso com a apuração rigorosa dos fatos no cenário da aviação nacional.

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Histórico de manutenções e falhas elétricas

De acordo com as informações técnicas reunidas no documento de 16 páginas, um mecânico confirmou que o helicóptero sofria com problemas elétricos repetitivos. Intervenções anteriores haviam gerado uma melhora temporária, mas as falhas retornaram, levando à recomendação de um novo encaminhamento da aeronave à oficina para avaliação detalhada.

O profissional responsável pela manutenção relatou que alguns dos problemas teriam se manifestado durante deslocamentos sob chuva ou no interior de nuvens. Contudo, na fase preliminar da apuração, não foi possível estabelecer um nexo causal direto entre a umidade ambiente e o mau funcionamento elétrico detectado nos sistemas.

Ausência de registros na caixa-preta

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de o gravador de voz da cabine, popularmente conhecido como caixa-preta, não ter armazenado dados referentes ao voo que culminou na queda. O equipamento possuía capacidade para reter até 30 minutos de áudio, embora sua instalação não fosse de uso obrigatório para o tipo de operação realizada.

As gravações recuperadas continham apenas diálogos associados a um procedimento de manutenção realizado em data não especificada. Além disso, as verificações apontaram que o manual do dispositivo exigia um teste prévio antes do primeiro voo diário, rotina que não constava na lista de checagem encontrada junto ao modelo.

Fatores meteorológicos e impacto na visibilidade

As condições do tempo no momento do trajeto foram descritas como desfavoráveis. As previsões apontavam para ocorrência de chuva moderada, trovoadas e presença de nuvens baixas, reduzindo a visibilidade a cerca de 3 mil metros na área da Serra Geral, com risco de montanhas encobertas.

Imagens de câmeras de segurança e registros feitos por moradores na região evidenciaram a diminuição drástica da visibilidade momentos antes do impacto. O documento técnico confirma que a aeronave colidiu contra uma encosta no Morro Convento dos Padres, situado na Serra da Boa Vista, a uma altitude aproximada de 1.686 metros.

Desdobramentos e continuidade das análises

O helicóptero envolvido no caso tratava-se de um modelo Bell 430, registrado sob a matrícula PP-MGR, que havia decolado de Porto Belo com destino final em São Joaquim. A bordo viajavam dois pilotos e três passageiros, todos fatalmente atingidos pelo impacto. Segundo o Cenipa, a documentação de aeronavegabilidade encontrava-se regularizada.

Os técnicos seguem examinando os motores e demais componentes recolhidos no local do acidente para compreender a dinâmica do evento. O órgão aeronáutico ressalta que o documento emitido é de caráter preliminar, não definindo responsabilidades diretas nem encerrando as diligências periciais em curso.

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