A cantora gospel Aline Barros e seu marido, o ex-jogador de futebol Gilmar Jorge dos Santos, tornaram-se alvos de uma disputa judicial que movimenta valores estimados em R$ 398 mil. O processo, que tramita na Justiça de São Paulo, envolve acusações de suposta ocultação de patrimônio e reestruturação societária para blindar bens de uma dívida anterior.
A controvérsia jurídica coloca em evidência os limites entre a responsabilidade empresarial de antigos sócios e a gestão de carreiras artísticas de grande expressão nacional. Enquanto a parte credora busca alternativas legais para garantir o pagamento dos valores devidos, a defesa do casal sustenta que o imbróglio decorre exclusivamente de divergências contratuais antigas.
Origem do litígio comercial
Para compreender o cenário atual, é preciso retroceder ao ano de 2019, quando a empresa Fanplay Technology Produções e Eventos Ltda. firmou uma parceria comercial com o Grupo Gênesis de Produções e Eventos Itinerantes Ltda. para a realização de eventos. Como parte inicial do acordo, a credora antecipou a quantia de R$ 120 mil para viabilizar a primeira produção agendada.
Embora o primeiro evento tenha ocorrido, o faturamento obtido não foi suficiente para cobrir integralmente as despesas operacionais e restituir o montante antecipado. Com o cancelamento de uma segunda etapa planejada, a Fanplay acionou a Justiça em 2020 para reaver os valores investidos na parceria.
Extinção societária e novos alvos
O ponto de virada na cobrança ocorreu com o encerramento das atividades do Grupo Gênesis, cuja extinção foi registrada na Junta Comercial do Rio de Janeiro em maio de 2025. Diante disso, a credora passou a questionar a movimentação financeira e alegou que receitas ligadas à carreira artística da cantora teriam sido direcionadas a outras empresas.
Em maio de 2026, foi protocolado um pedido de desconsideração da personalidade jurídica no valor de R$ 398.506,90, buscando incluir no processo o patrimônio pessoal de Aline Barros, de seu esposo e de outras pessoas jurídicas associadas à gestão de sua carreira artística no mercado fonográfico e de eventos.
Decisões judiciais e contraponto
Apesar da robustez dos argumentos apresentados pela Fanplay, os pedidos de bloqueio cautelar de contas e receitas foram negados em instâncias iniciais pela Justiça paulista. Tanto o juiz de primeiro grau quanto o desembargador responsável pelo recurso entenderam que, nesta fase processual, faltam elementos definitivos para atestar a ocorrência de fraude patrimonial.
Em nota oficial enviada à imprensa, a assessoria jurídica de Aline Barros e Gilmar Jorge dos Santos negou veementemente qualquer irregularidade. A defesa classificou o caso como uma divergência puramente contratual originada em parcerias firmadas durante o período de restrições sanitárias, reforçando que os artistas sempre atuaram em estrita conformidade com a legislação vigente.
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