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O estado de Minas Gerais registrou um cenário preocupante na aviação de pequeno porte nos últimos dez anos. Segundo dados consolidados pelo Painel Sipaer, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram contabilizados 140 acidentes aéreos no território mineiro, resultando em 71 mortes. O levantamento, que abrange o período de uma década, coloca em evidência os desafios de segurança e fiscalização na operação de aeronaves leves e particulares.
Geografia das ocorrências e modelos mais afetados
A distribuição das ocorrências mostra uma concentração urbana significativa. Belo Horizonte lidera o ranking estadual com 13 casos registrados, seguida por Pará de Minas, com 11, e Uberaba, com cinco. A análise técnica do Cenipa também aponta para uma recorrência em modelos específicos de aeronaves. O modelo IPAN, amplamente utilizado em atividades agrícolas, aparece no topo da lista com 18 ocorrências no período. Na sequência, figuram os modelos ULAC, com 11 registros, e o helicóptero R44, com 10.
Fatores contribuintes e falhas operacionais
As investigações sobre os 140 acidentes revelam que a falha humana e a mecânica são os pilares das causas identificadas. A perda de controle em voo foi o fator principal em 33 casos, enquanto falhas ou mau funcionamento do motor responderam por 31 ocorrências. A excursão de pista, quando a aeronave sai dos limites da área de pouso, somou 22 registros. Além disso, o julgamento de pilotagem foi apontado como fator contribuinte em 45 acidentes, reforçando a importância do treinamento contínuo e da observância rigorosa aos manuais de operação.
Impacto recente e a busca por respostas
A série histórica do Cenipa ainda não contempla as ocorrências mais recentes, que elevaram a tensão sobre a segurança aérea no estado. Na última sexta-feira (9), dois acidentes distintos em um intervalo de cinco horas resultaram em quatro mortes em Minas Gerais. Um monomotor caiu próximo a uma estação de metrô na capital, deixando o piloto carbonizado, enquanto uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais caiu em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, vitimando três policiais. A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio de seus órgãos regionais, iniciou as investigações para determinar as causas dessas tragédias recentes.
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