MATO GROSSO

Adelcino Lopo recorre ao TSE para anular multa por uso de prédio público em campanha

Deputado Adelcino Lopo tenta reverter no TSE multa por uso de prédio público para fins eleitorais durante período em que era prefeito.

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  • O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) incluiu na pauta de sua sessão virtual, agendada para o período de 16 a 22 de outubro,…
  • O parlamentar busca reverter uma condenação que lhe impôs o pagamento de multa por conduta vedada, ocorrida durante o período em que…
  • Segundo o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), a utilização de um espaço público para a produção de material…
Adelcino Lopo recorre ao TSE para anular multa por uso de prédio público em campanha
Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) incluiu na pauta de sua sessão virtual, agendada para o período de 16 a 22 de outubro, o julgamento de um recurso interposto pelo deputado estadual eleito Adelcino Lopo (Podemos). O parlamentar busca reverter uma condenação que lhe impôs o pagamento de multa por conduta vedada, ocorrida durante o período em que exercia o cargo de prefeito de Pontal do Araguaia e buscava a reeleição.

Uso de estrutura pública em disputa eleitoral

A controvérsia jurídica gira em torno da gravação de vídeos com finalidade eleitoral realizados nas dependências da Estação de Tratamento de Água do município. Segundo o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), a utilização de um espaço público para a produção de material de campanha configurou uma vantagem indevida. A decisão regional destacou que as imagens transmitiam a mensagem de que o então gestor seria o responsável direto por soluções de infraestrutura, o que desequilibrou o pleito.

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Além da estação de água, a ação original, movida por coligações adversárias, também questionou gravações realizadas na Secretaria de Obras. Na época, os opositores argumentaram que o acesso a áreas restritas foi utilizado para vincular a execução de obras públicas à imagem do candidato, caracterizando o uso da máquina administrativa em benefício da campanha. A defesa de Adelcino Lopo, por sua vez, sustentou que os locais eram de livre acesso e que o material possuía caráter estritamente informativo e administrativo, sem intenção de angariar votos.

Trâmite processual e a decisão do TSE

Embora a coligação adversária tenha solicitado a cassação do mandato de Adelcino Lopo e de seu então vice, Luciano Costa, a Justiça Eleitoral afastou a perda dos cargos, mantendo, contudo, a sanção pecuniária fixada em 5 mil UFIRs. Após o TRE-MT negar seguimento ao recurso especial, sob o argumento de que a revisão da decisão exigiria novo exame de fatos e provas — o que é vedado em instâncias superiores —, a defesa recorreu ao TSE por meio de um agravo.

O processo está sob a relatoria do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. A expectativa é que o colegiado analise se a conduta configura, de fato, abuso de poder ou se o conteúdo produzido se enquadra na liberdade de comunicação institucional. Para acompanhar os desdobramentos deste e de outros casos que impactam a política regional e nacional, continue acessando o Play Notícias News, seu portal de referência para informações apuradas e atualizadas com credibilidade.

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