A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Silenciar nesta quinta-feira, visando desarticular um grupo criminoso envolvido no assassinato brutal de Gabriel Martins Pereira, de 25 anos. O crime, ocorrido em novembro de 2024, no bairro Recanto da Siriema, em Cuiabá, chocou pela crueldade e pelo envolvimento direto de um profissional do Direito na execução.
Prisões e o papel do suporte jurídico no crime
Entre os detidos na operação está o advogado Ênio Martimiano da Cunha Júnior, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o advogado não teria apenas atuado na defesa técnica, mas participado ativamente da tortura e do homicídio da vítima. Além dele, foram presos Geison dos Santos Nascimento, conhecido como “Todynho”, e João Paulo Corbelino Costa.
O delegado Michael Paes, responsável pelo caso, aponta que o advogado prestava suporte jurídico à facção criminosa há anos. A suspeita é de que o profissional tenha utilizado sua posição para facilitar a logística do crime, atuando como um colaborador ativo dentro da estrutura da organização criminosa.
Execução motivada por suspeita de delação
O martírio de Gabriel começou após sua prisão em 7 de novembro de 2024, por suspeita de tráfico de drogas. Na ocasião, o advogado Ênio acompanhou o rapaz na Central de Flagrantes, representando o verdadeiro proprietário dos entorpecentes apreendidos. A facção, contudo, passou a acreditar que Gabriel teria delatado a localização da droga às autoridades policiais.
Após ser liberado no dia 8 de novembro, Gabriel foi interceptado pelo advogado e por outros comparsas, sendo levado até um membro da facção responsável pela disciplina. O jovem foi conduzido a uma área isolada no bairro Recanto da Siriema, onde sofreu uma sessão de tortura que incluiu queimaduras, 15 golpes de faca e 16 disparos de arma de fogo. Para a polícia, a participação de todos os envolvidos nos atos executórios foi fundamental para garantir a “lei do silêncio” imposta pelo grupo.
Investigação e buscas pelo quarto suspeito
A Polícia Civil segue em diligências para localizar o quarto envolvido no crime, que ocupava a função de “disciplina” da facção na época dos fatos. Informações preliminares indicam que o suspeito estaria foragido em uma comunidade no Rio de Janeiro. A Polícia Civil de Mato Grosso reforça que a Operação Silenciar é um passo importante para combater a influência de organizações criminosas que tentam cooptar profissionais para legitimar suas ações violentas.
O Play Notícias News continua acompanhando o desenrolar deste caso e os desdobramentos judiciais da Operação Silenciar. Mantenha-se informado com nossa cobertura diária, que traz apurações precisas e o contexto necessário para compreender os fatos que impactam a segurança pública e a sociedade mato-grossense.
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