O imbróglio judicial envolvendo o patrimônio da apresentadora Ana Hickmann e de seu ex-marido, Alexandre Correa, ganhou um novo capítulo nesta semana. Pela segunda vez consecutiva, um apartamento de alto padrão ligado a uma empresa do ex-casal não recebeu lances durante um leilão judicial, frustrando a expectativa de quitação de parte de uma dívida milionária que tramita na Justiça de São Paulo.
O cenário do leilão judicial em São Paulo
Localizado no bairro de Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo, o imóvel de 251 m² de área privativa coberta foi colocado à venda por determinação da 33ª Vara Cível da capital paulista. O bem, que conta com seis vagas de garagem e ampla área externa, foi avaliado em R$ 5,2 milhões. No segundo certame, encerrado no dia 8 de outubro, o lance mínimo havia sido reduzido para R$ 4,16 milhões, o equivalente a 80% do valor de avaliação, mas ainda assim não despertou o interesse de investidores.
O primeiro leilão, realizado entre os dias 15 e 18 de setembro, também terminou sem licitantes. O leiloeiro Mauro da Cruz oficializou o resultado negativo nos autos do processo em 9 de outubro, confirmando que não houve qualquer oferta registrada dentro do prazo estipulado. A ausência de interessados em um imóvel de alto padrão em uma região valorizada de São Paulo chama a atenção do mercado imobiliário e jurídico.
Origem da dívida e desdobramentos legais
A disputa judicial tem como pano de fundo uma dívida de aproximadamente R$ 11,3 milhões cobrada pela empresa Informação com Ênfase – Ice Propaganda Ltda. O montante é direcionado à Hickmann Serviços Ltda e a Alexandre Bello Correa. A origem do débito remonta a um empréstimo realizado em setembro de 2023, período em que o ex-casal enfrentava turbulências societárias e pessoais que se tornaram públicas.
Apesar do resultado infrutífero dos leilões, o imóvel não está liberado da execução. O processo segue sob análise da 33ª Vara Cível, que deverá definir os próximos passos para a satisfação do crédito. Entre as possibilidades jurídicas, o juízo pode determinar uma nova tentativa de leilão com descontos maiores, a adjudicação do bem pelo credor ou outras medidas constritivas para garantir o pagamento da dívida.
O caso reflete a complexidade das finanças envolvendo figuras públicas e suas empresas, evidenciando como litígios de grande porte podem se arrastar por meses no Judiciário. Acompanhar os desdobramentos desse processo é fundamental para entender como a Justiça brasileira lida com a execução de bens de alto valor em casos de inadimplência empresarial. O Tribunal de Justiça de São Paulo continua sendo o palco principal onde o destino deste patrimônio será decidido.
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