MATO GROSSO

Coronel condenado pela morte de advogado deve cumprir pena em Minas Gerais

Justiça autoriza que coronel condenado pela morte do advogado Roberto Zampieri cumpra pena em Belo Horizonte, próximo à família.

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  • O juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, autorizou que o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de…
  • A decisão atende a um pedido da defesa, que solicitou a transferência do militar — atualmente detido em Brasília (DF) — para…
  • Contexto da condenação e o crime contra Roberto Zampieri A sentença que condenou o coronel foi proferida no último dia 2 de…
Coronel condenado pela morte de advogado deve cumprir pena em Minas Gerais
Rodrigo Moura / TJMT

O juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, autorizou que o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, de 71 anos, cumpra sua pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em Belo Horizonte (MG). A decisão atende a um pedido da defesa, que solicitou a transferência do militar — atualmente detido em Brasília (DF) — para o 12º Batalhão de Infantaria, na capital mineira, visando a proximidade com seu núcleo familiar e residência.

Contexto da condenação e o crime contra Roberto Zampieri

A sentença que condenou o coronel foi proferida no último dia 2 de outubro, após três dias de julgamento intenso no Tribunal do Júri de Cuiabá. O caso, que envolveu um processo com mais de 55 mil páginas, apurou o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

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Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime foi executado mediante paga ou promessa de recompensa, utilizando-se de recurso que dificultou a defesa da vítima e arma de fogo de uso restrito. Durante o julgamento, foram ouvidos delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, além dos interrogatórios dos réus e debates entre acusação e defesa.

Transferência e competência judicial

Embora tenha autorizado o cumprimento da pena em Minas Gerais, o magistrado José Mauro Nagib Jorge esclareceu que a 11ª Vara Criminal não possui competência direta para determinar a transferência para uma unidade prisional específica, sendo esta uma atribuição do Juízo da Execução Penal. Contudo, o juiz ordenou a expedição de ofício ao Comando do Exército para viabilizar o pedido.

A decisão baseia-se no direito do condenado ao cumprimento da pena próximo ao seu ambiente familiar, conforme previsto na Lei de Execução Penal (LEP). O magistrado destacou a urgência na apreciação do pedido, levando em consideração a idade avançada do coronel e as condições de saúde alegadas pela defesa.

Desdobramentos do julgamento e penas impostas

Além de Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, outros dois envolvidos foram sentenciados pelo crime. Antônio Gomes da Silva, apontado como o executor dos disparos, recebeu a pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de auxiliar na execução do plano criminoso, foi condenado a 25 anos de reclusão. Somadas, as penas dos três envolvidos ultrapassam 68 anos de prisão.

O caso, que gerou grande repercussão em Mato Grosso, teve suas investigações detalhadas pelo Rdnews, que acompanhou o desenrolar do processo desde a fase de inquérito até o veredito final. A movimentação processual agora segue para os trâmites de execução penal, onde será consolidada a transferência do coronel para a unidade militar mineira.

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