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Defensoria reforça combate à intolerância política para garantir eleições seguras

Defensoria Pública atua para garantir eleições livres de intolerância e coação, assegurando o direito ao voto e o respeito à legislação eleitoral.

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  • Neste domingo (4), eleitores de todo o Brasil comparecem às urnas para o primeiro turno das eleições gerais de 2026.
  • O pleito, que define os ocupantes dos cargos de deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da República, ocorre sob o olhar…
  • A instituição reforçou sua atuação para assegurar que o exercício do voto ocorra em um ambiente livre de coações, ameaças e da…
Defensoria reforça combate à intolerância política para garantir eleições seguras
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Neste domingo (4), eleitores de todo o Brasil comparecem às urnas para o primeiro turno das eleições gerais de 2026. O pleito, que define os ocupantes dos cargos de deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da República, ocorre sob o olhar atento da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT). A instituição reforçou sua atuação para assegurar que o exercício do voto ocorra em um ambiente livre de coações, ameaças e da crescente intolerância política que tem marcado o debate público.

Proteção do direito ao voto e combate ao assédio

Embora a Constituição Federal garanta o direito ao voto como pilar fundamental da democracia, a polarização ideológica tem gerado episódios de hostilidade. A defensora pública-geral, Luziane Castro, destaca que a atuação da Defensoria é estratégica para identificar barreiras que impeçam o cidadão de exercer sua vontade nas urnas. O trabalho envolve desde a orientação da população até a articulação direta com a Justiça Eleitoral para garantir que o processo seja acessível e seguro para todos os eleitores.

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É fundamental compreender que, embora a intolerância política não seja um crime tipificado isoladamente, condutas decorrentes dela podem resultar em graves sanções civis e criminais. Agressões físicas, por exemplo, configuram lesão corporal, enquanto ameaças e coações — como a pressão exercida por empregadores sobre funcionários para que votem em determinados candidatos — podem ser enquadradas como crimes eleitorais. A legislação brasileira, incluindo o Código Eleitoral e a Lei n.º 14.192/2021, oferece o arcabouço necessário para punir abusos, especialmente aqueles que atingem mulheres na política.

Limites entre manifestação e abuso no ambiente de trabalho

O cenário eleitoral também levanta dúvidas sobre os limites da liberdade de expressão em locais de trabalho. A orientação jurídica é clara: o empregador possui o direito de estabelecer regras de conduta, como a proibição de propaganda ou discussões excessivas durante o expediente, visando a manutenção da ordem e do foco nas atividades profissionais. Essas normas, contudo, devem ser impessoais e aplicadas de forma igualitária, sem favorecer ou perseguir correntes políticas específicas.

A manifestação política do trabalhador fora do ambiente de trabalho e do horário de expediente é um direito protegido. A coação, por outro lado, ocorre quando o empregador utiliza sua posição hierárquica para ameaçar o emprego ou a estabilidade da empresa com base no resultado das urnas. Tais práticas são monitoradas de perto pelos órgãos de controle, que buscam coibir o uso do poder econômico para influenciar o voto.

Protocolos institucionais e fiscalização preventiva

Para garantir a imparcialidade, a DPEMT implementou um protocolo de orientações para seus agentes públicos. O documento, que reúne 29 diretrizes, estabelece regras sobre o uso de redes sociais, participação em eventos e a utilização de recursos públicos durante o período eleitoral. O objetivo é proteger a imagem da instituição e assegurar que a estrutura pública não seja desviada para beneficiar candidaturas ou partidos.

A atuação da Defensoria também se estende à fiscalização de condutas de agentes políticos. Recentemente, em Juara, a instituição interveio após identificar que vereadores utilizavam imagens de crianças em escolas municipais para promoção pessoal em redes sociais. A recomendação extrajudicial, assinada pelo defensor público Vitor Lima Nava Martins, exigiu a remoção das publicações e o agendamento prévio de visitas, reforçando que o uso da imagem de menores sem autorização viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O Play Notícias News segue acompanhando o desenrolar das eleições em todo o país, trazendo informações verificadas e o contexto necessário para que você exerça sua cidadania com consciência. Continue conosco para mais atualizações sobre o processo democrático e os desdobramentos do pleito de 2026.

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