O cenário climático brasileiro para o último trimestre de 2026 está sob forte influência do fenômeno El Niño. Segundo análises recentes do Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), a fase quente do fenômeno deve persistir entre outubro e dezembro, com potencial para atingir uma intensidade muito forte. Esse padrão oceânico, caracterizado por anomalias positivas de temperatura na superfície do mar superiores a 2 °C na região do Niño 3.4, redefine as expectativas para a agricultura e o regime de chuvas em todas as regiões do país.
Impactos regionais e o regime de chuvas
As projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicam um cenário de contrastes para os próximos meses. Enquanto o Sul do Brasil e partes do Centro-Oeste devem enfrentar volumes de precipitação acima da média, o Norte e o Nordeste tendem a registrar chuvas abaixo dos níveis históricos. Essa distribuição desigual exige atenção redobrada dos produtores rurais, especialmente no que diz respeito ao manejo da umidade do solo e ao calendário de plantio.
No Centro-Oeste, a irregularidade das chuvas é o ponto de maior atenção. Embora a previsão aponte para volumes próximos ou superiores à média em grande parte da região, áreas do noroeste e nordeste do Mato Grosso, além do Distrito Federal e centro-norte de Goiás, podem enfrentar déficits hídricos, principalmente durante outubro e novembro. Já no Sudeste, a tendência é de chuvas abaixo da média no norte de Minas Gerais e Espírito Santo, enquanto o sul mineiro e o estado de São Paulo devem receber volumes mais generosos.
Balanço de setembro e desafios para o campo
O mês de setembro de 2026 serviu como um termômetro para o comportamento climático atual. O Sul do país, por exemplo, registrou acumulados superiores a 150 mm, o que, apesar de manter a umidade do solo elevada, trouxe desafios para a cultura do trigo, favorecendo o surgimento de doenças fúngicas. Em São Paulo, o excesso hídrico também impactou a qualidade da colheita do cereal.
Em contrapartida, o Norte e o Nordeste enfrentaram um cenário de escassez, com acumulados inferiores a 40 mm em diversas áreas, resultando em uma redução nos níveis de armazenamento de água no solo. Esse comportamento climático tem sido determinante para o desenvolvimento das lavouras de terceira safra, que se encontram em fases críticas de maturação e colheita.
Temperaturas elevadas e tendências térmicas
Além do regime de chuvas, as temperaturas devem permanecer acima da média histórica em grande parte do território nacional. As regiões Norte e Nordeste, em particular, devem registrar valores superiores a 27 °C. No Centro-Oeste, a média deve oscilar entre 25 °C e 27 °C. Em contrapartida, o Sul do Brasil e áreas do leste paulista e sul de Minas Gerais devem apresentar condições mais amenas, com termômetros marcando abaixo de 25 °C, aliviando o estresse térmico nas lavouras dessas localidades.
Para acompanhar o desenrolar dessas condições climáticas e entender como os dados meteorológicos impactam a economia e a produção agrícola brasileira, continue acompanhando o Play Notícias News. Nosso compromisso é levar até você informações precisas, atualizadas e com o contexto necessário para a sua tomada de decisão. Acompanhe nossas próximas atualizações sobre o monitoramento do clima e seus desdobramentos no setor produtivo nacional.
Para mais detalhes técnicos e monitoramento em tempo real, consulte a seção de clima no portal oficial do INMET.
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